PS/Açores quer explicações sobre obra da variante às Capelas em São Miguel
Hoje 12:47
— Lusa/AO Online
Numa nota de
imprensa, o maior partido da oposição nos Açores avança ter submetido
um requerimento na Assembleia Regional a questionar o executivo açoriano
(PSD/CDS-PP/PPM) sobre o “calendário previsto para a conclusão do troço
remanescente, as fontes de financiamento disponíveis, os trabalhos que
permanecem por executar e a situação dos processos indemnizatórios
associados às expropriações”.O PS/Açores
avisou que a “conclusão integral” daquela estrada “deve continuar a ser
uma prioridade” porque a abertura ao trânsito de parte do troço (até à
zona do Rossio na freguesia das Capelas) “não resolve os problemas que
persistem na freguesia de Santo António”.“Foi-nos
dito que a variante ficará concluída a 31 de agosto, mas apenas até ao
Rossio das Capelas. A questão que se coloca é simples: durante quanto
tempo ficará Santo António esquecido?”, questionou a deputada do PS no
parlamento açoriano Patrícia Miranda, citada no comunicado, após visitar
as obras da variante.A socialista
destacou que uma “parte significativa da intervenção continua por
concluir, apesar da abertura ao trânsito anunciada para agosto”, uma
situação com impactos para a população local e para os proprietários
cujos terrenos foram expropriados para a construção da estrada.“Estamos
a falar de agricultores que ficaram sem as suas terras, de
proprietários que muitos ainda não receberam as suas expropriações e que
agora ficam na incerteza sobre se a obra ficará concluída e durante
quantos anos permanecerá no estado em que se encontra”, afirmou.Patrícia
Miranda salientou também que continuam por “esclarecer questões
relacionadas com a estabilização de taludes, recuperação de áreas
intervencionadas e impactos que a manutenção prolongada da obra tem
causado junto de proprietários e agricultores”.“Quem
vive e trabalha em Santo António tem o direito de saber quando ficará
concluída a totalidade da obra e quais as garantias de que os trabalhos
em falta não ficarão dependentes de financiamentos futuros ainda por
assegurar”, reforçou a socialista.A 13 de
junho, o Governo dos Açores considerou que a variante às Capelas,
atualmente em construção na ilha de São Miguel, num investimento
superior a 45 milhões de euros, é “um instrumento de coesão social e
territorial”.A variante, considerada pelo
executivo açoriano como “uma das mais relevantes infraestruturas
rodoviárias atualmente em desenvolvimento na ilha de São Miguel”,
representa um investimento superior a 45 milhões de euros, financiado
maioritariamente pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).A
nova via, que tem uma extensão aproximada de 8,3 quilómetros, acrescida
de uma ligação adicional de 1,4 quilómetros à vila das Capelas, no
concelho de Ponta Delgada, foi concebida para ligar de forma mais
eficiente a vertente norte à zona sul da ilha, garantindo uma conexão
mais direta entre o noroeste de São Miguel e o principal centro urbano
(Ponta Delgada).Em janeiro, o Governo dos Açores referiu que a nova via rodoviária da ilha de São Miguel deverá estar concluída em setembro.