PS/Açores quer executivo a apoiar compra de produtos locais para restauração
Covid-19
12 de jan. de 2021, 16:07
— Lusa/AO Online
À
margem de um encontro com a delegação dos Açores da Associação da
Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), em Ponta
Delgada, o deputado socialista Francisco César declarou aos jornalistas
que o estado da economia, por via da pandemia, “é muito complicado para
diversas empresas, mas em particular para o setor da restauração,
hotelaria e todas as atividades que estão ligadas ao consumo interno e
ao turismo”.Os deputados da bancada
socialista querem que o executivo açoriano, de coligação PSD/CDS-PP/PPM,
“apoie a compra de produtos com a marca Açores, com base num programa
que já existia no passado, mas que nesta altura requer um esforço
adicional da parte do Governo dos Açores, para incluir no setor da
restauração, baixando com isso os custos das empresas e beneficiando
toda a cadeia de valor”.Francisco César
avançou com uma segunda medida para “apoio concreto à liquidez do setor
da restauração”, afirmando que estes apoios, “nos Açores, são inferiores
em cerca de metade dos que existem a nível nacional, o que não faz
sentido”.O parlamentar referiu que a
medida “permite apoiar 40% da diminuição dos custos da faturação das
empresas da restauração”, tendo adiantado que "a maior parte das medidas
de apoio à economia que transitaram do anterior Governo socialista já
terminaram a sua vigência em 31 de dezembro de 2020". Os socialistas pretendem “melhorar as medidas que vinham do passado e prorrogar aquelas que, entretanto, caducaram”.Francisco
César sustenta ainda que, com o atual Governo dos Açores, há “alguns
setores em que há áreas onde os apoios regionais, a situação na região, é
inferior àquela que acontece no continente, como é o caso do apoio à
liquidez das empresas”.A responsável nos
Açores pela AHRESP, Cláudia Chaves, declarou, entretanto, à agência Lusa
que os números de falências relativos às empresas “vão aumentar porque
as dificuldades são enormes”.Cláudia
Chaves considerou ser “muito urgente que tudo aquilo que foi proposto, a
que as empresas se candidataram, efetivamente este ano chegue”, uma vez
que os prazos previstos “já foram ultrapassados”.