PS/Açores quer decisão clara e calendarizada sobre obras no hospital de Ponta Delgada
Hoje 10:15
— Lusa/AO Online
“O
número de pessoas em lista de espera cirúrgica aumentou cerca de 38%
desde 2022. A situação não está a melhorar, está a piorar. E, portanto, é
necessário dar resposta”, afirmou o líder dos socialistas açorianos,
citado em comunicado.Para Francisco César,
o aumento das listas de espera cirúrgicas é um “dos sinais mais
preocupantes da degradação da resposta do Serviço Regional de Saúde”,
denunciando que existem “cerca de 13 mil açorianos em lista de espera
cirúrgica, dos quais 3.400 aguardam pela realização da cirurgia há mais
tempo do que o clinicamente recomendado”.O
presidente do PS/Açores considerou que o aumento das listas de espera
“torna ainda mais urgente uma resposta estrutural para a saúde” na ilha
de São Miguel e defendeu que o “novo hospital”, resultante da
requalificação estrutural do hospital de Ponta Delgada, “deve ser uma
prioridade efetiva e não apenas um compromisso anunciado”.“Continuam
por esclarecer aspetos essenciais para os açorianos, como o calendário
concreto de execução, o custo final da obra, os encargos futuros de
manutenção, o modelo de financiamento e a articulação desta nova unidade
com o hospital modular”, alertou Francisco César, a propósito da obra
no Hospital Divino Espírito Santo (HDES) de Ponta Delgada.O
presidente dos socialistas açorianos lembrou que foram investidos mais
de 40 milhões no hospital modular e salientou a importância de a ilha
ter um “melhor hospital” com “capacidade de resposta às necessidades que
a região vai ter nos próximos 25 anos”. O
socialista sinalizou também a necessidade de a futura infraestrutura
funcionar em “complementaridade com os restantes hospitais” do
arquipélago.“A discussão sobre o novo
hospital de São Miguel não pode ficar limitada a anúncios ou intenções
genéricas. Deve traduzir-se numa decisão clara, calendarizada e
financeiramente sustentada, que garanta melhores cuidados de saúde, mais
eficiência e uma resposta adequada às necessidades da população”, lê-se
na nota de imprensa.