PS/Açores quer debate de urgência sobre incêndio no hospital de Ponta Delgada
5 de jul. de 2024, 14:56
— Lusa/AO Online
Francisco
César referiu que a iniciativa do maior partido da oposição visa “pedir
explicações ao Governo [Regional] sobre todas as matérias” relacionadas
com o incidente no Hospital do Divino Espírito Santo (HDES).O dirigente
socialista adiantou que o grupo parlamentar vai chamar ainda à Comissão
dos Assuntos Sociais, “com caráter de urgência”, o engenheiro João Mota
Vieira, um dos responsáveis pelo relatório técnico da investigação, o
enfermeiro Francisco Branco, do sindicato da classe nos Açores, o médico
Carlos Ponte, do Conselho dos Médicos dos Açores da Ordem dos Médicos, e
o reumatologista Guilherme Figueiredo.“Necessitamos
de mais esclarecimento e detalhes”, afirmou, em conferência de
imprensa, em Ponta Delgada, onde identificou a necessidade de informação
sobre a “segurança nos cuidados de saúde”, sobre o “funcionamento das
infraestruturas” que apoiam neste momento o HDES, sobre a origem do
acidente e sobre “o que foi feito e o que se quer fazer”.Para
o socialista, o tempo agora é de “escrutínio e esclarecimento” e de
“apresentar trabalho e soluções” por parte do Governo Regional
(PSD/CDS-PP/PPM).Para o PS/Açores, “tem
havido um conjunto de declarações da parte do governo que não estão
certas com a realidade”, gerando uma “reiterada falta de confiança na
palavra” do executivo.Com base em recentes
declarações públicas de figuras com responsabilidades no setor público,
pode-se, de acordo com Francisco César, “deduzir a suspeita de tomada
de más decisões no presente” e uma “reiterada incapacidade de preparar o
futuro”.No capítulo da segurança na
assistência da saúde, existe, na leitura dos socialistas, uma
“incapacidade de resposta das estruturas alternativas que entretanto
foram criadas”, havendo ainda preocupações relativamente ao processo de
reconstrução do HDES.O dirigente recordou
que o Governo Regional, quando declarou a calamidade pública, constituiu
um grupo de trabalho que deveria, “até 31 de maio, apresentar um
relatório de progresso que desse resposta aos requisitos” da condição de
calamidade. “Há decisões que estão a ser tomadas sem qualquer tipo de planificação e de uma forma desordenada”, insistiu.Francisco
César disse que o Governo Regional “foi desmentido diretamente pela
fonte de informação” que elaborou o relatório sobre o incêndio,
referindo-se ao engenheiro João Mota Vieira.