PS/Açores quer criação de administração exclusiva para a SATA Air Açores
15 de jul. de 2025, 15:29
— Lusa/AO Online
“Fizemos
várias propostas ao Governo Regional. Uma delas é a criação de uma
administração para a SATA Air Açores. Nós precisamos de uma
administração que esteja focada em resolver e a planear aquela que é a
empresa base do grupo SATA”, afirmou Francisco César aos jornalistas, em
Ponta Delgada.O líder dos socialistas
açorianos, que esteve reunido com o Sindicato dos Trabalhadores da
Aviação e Aeroportos (SITAVA) e o Sindicato Nacional da Aviação Civil
(SINTAC), adiantou que a proposta para a criação de uma administração
autónoma para a SATA Air Açores foi feita “pessoalmente” ao presidente
do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM).“Se
for possível ter uma administração exclusivamente dedicada à empresa, o
PS assume também [a posição] no parlamento. Estamos disponíveis para
assumir parte dos custos e responsabilidade”, reforçou.O
grupo SATA tem um conselho de administração presidido por Rui Coutinho,
que assume a gestão das companhias aéreas SATA Air Açores (responsável
pelas ligações interilhas) e Azores Airlines (que opera dos Açores para o
exterior).Francisco César alertou que a
SATA “deve estar acima das quezílias partidárias” e defendeu que a
insolvência da Azores Airlines não deve ser equacionada.“Dizer
que a insolvência está em cima da mesa é algo que prejudica, até, o
próprio processo de privatização. Isso não pode ser ponderado. Não
podemos ficar sem essa empresa, mesmo não sendo propriedade da região”,
sublinhou.Na quarta-feira, o secretário
regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública admitiu que,
se a privatização da Azores Airlines não tiver sucesso, a companhia terá
de ir para insolvência, o que poderá custar mais de 300 milhões de
euros.Já sobre a greve dos tripulantes de
cabine da SATA Air Açores, o líder do PS/Açores considerou que as “duas
partes devem fazer um esforço”.Segundo
disse, os “trabalhadores devem perceber que a empresa está numa situação
muito difícil e diminuir ao máximo as exigências”, enquanto a
administração “tem de fazer um esforço para atender a pequenas
revindicações que não tenham determinados custos”.Francisco
César criticou, contudo, a administração da SATA por ter “aberto a
caixa de Pandora” ao realizar aumentos salariais a “alguns
trabalhadores”, o que levou outros “na mesma posição e com trabalhos
semelhantes” a exigir o mesmo aumento.“Quando
se abre a caixa de Pandora para satisfazer uma determinada
reivindicação do momento para evitar uma greve, é preciso ter
consciência e é preciso ser um bom gestor para saber que isso,
necessariamente, vai condicionar outros trabalhadores nas empresas do
grupo SATA”, afirmou.Os tripulantes de
cabine da Sata Air Açores vão estar em greve de 18 a 24 de julho,
reivindicando uma valorização salarial e melhores condições de trabalho a
bordo das aeronaves.