PS/Açores propõe apoio extraordinário para IPSS em 2022 e reforço de verbas em 2023
Crise/Inflação
21 de set. de 2022, 13:08
— Lusa/AO Online
"Defendemos
que, já em 2022, seja feita uma adenda urgente aos acordos de cooperação
com estas instituições, para que seja possível avaliar o impacto da
inflação já em 2022, de forma a que possam ter os aumentos necessários
para mitigar esses impactos", afirmou o deputado socialista Berto
Messias.O parlamentar falava na Praia da
Vitória, na ilha Terceira, à margem de uma reunião com o presidente da
União Regional de Instituições Particulares de Solidariedade Social dos
Açores (URIPSSA), João Canedo.Segundo
Berto Messias, as IPSS registaram “um crescimento significativo” de
despesas com a alimentação, em 2022, face ao período homólogo.“O
setor social precisa de uma atenção especial para poder mitigar os
impactos da inflação e da escalada de preços nas mais variadas
dimensões, quer na alimentação, quer nos bens e serviços de prestação de
cuidados aos utentes dessas instituições”, frisou.Para
além de um apoio adicional em 2022, o PS defende uma atualização do
valor dos contratos programa com as IPSS no Orçamento da Região para
2023.“Muitas vezes falamos das empresas e
das famílias, que estão no centro das nossas preocupações, mas também o
setor social deve ser alvo de uma atenção especial”, salientou.“Estamos
a falar de um setor muito significativo na nossa região, que tem cerca
de 4.000 trabalhadores e que presta cuidados a milhares de pessoas nas
suas diversas dimensões”, acrescentou.O
executivo açoriano reforçou o financiamento das IPSS e Misericórdias no
biénio 2021-2022, em 04 milhões de euros, mas Berto Messias considerou
que esse reforço não pode servir de justificação para que não haja um
novo aumento de verbas em 2023.“Temos hoje
um contexto económico e social que é vivido por todos nós nos juros dos
nossos créditos à habitação, nos valores do cabaz de alimentos. Há uma
mudança significativa de contexto que não se coaduna com esses
argumentos de que havendo aumentos no passado recente, em termos de
valor padrão, isso não deva ser agora acautelado nesta fase”, apontou.Para
o deputado socialista, o Governo Regional também não se pode escudar na
descida de impostos, que ocorreu no início de 2022, para não
implementar novas medidas de mitigação da inflação.“São
questões diferentes, num contexto diferente e o governo usando da sua
autonomia tem de se chegar à frente e mitigar esses impactos, à
semelhança daquilo que sempre fizemos, quer na crise do ‘subprime’ no
início da última década, quer na crise da pandemia [de covid-19]”,
afirmou.