PS/Açores preocupado com funcionamento do comissariado para a infância
28 de out. de 2025, 18:15
— Lusa/AO Online
O partido
adiantou, em comunicado, que o grupo parlamentar socialista “manifestou
sérias preocupações quanto ao atual funcionamento” do CAI, organismo
criado para promover e proteger os direitos das crianças e jovens na
região e que se encontra “sem presidente e sem uma equipa técnica
multidisciplinar estável”.O PS/Açores
questionou o executivo de coligação, através de requerimento entregue no
parlamento regional, sobre a nomeação de um novo presidente para o CAI,
de que forma têm sido asseguradas as competências que lhe estão
atribuídas, como tem funcionado o Conselho Regional e com que frequência
se reúne.Os socialistas perguntam ainda
por que razão o plano de atividades para 2025 ainda não foi publicado e
como pretende o Governo Regional “suprir a falta de técnicos e garantir
uma equipa estável e multidisciplinar”.A
deputada socialista Cristina Calisto, citada na nota, sublinha que “a
inexistência de um presidente e de uma equipa técnica multidisciplinar e
estável compromete a missão do CAI, desde logo na capacidade e no tempo
de resposta às necessidades apresentadas pelas entidades com
competência em matéria de infância e juventude e pelas Comissões de
Proteção de Crianças e Jovens em todas as ilhas do nosso arquipélago”.Para
a parlamentar, esta situação “tem repercussões diretas na eficácia da
intervenção junto das crianças, dos jovens e das suas famílias”. Cristina
Calisto alerta ainda que “a ausência de um presidente pressupõe,
consequentemente, a falta de deliberações do Conselho Regional e a
ausência de recursos torna dificilmente viáveis as atividades previstas
para o corrente ano, uma situação que é profundamente preocupante para
um organismo com responsabilidades tão sensíveis”.“O
CAI foi criado com o objetivo de assegurar a coordenação, o
acompanhamento e a avaliação da intervenção em matéria de promoção e
proteção dos direitos das crianças e jovens nos Açores”, refere,
considerando “essencial que o Governo Regional atue rapidamente para
restabelecer o normal funcionamento do comissariado e garantir o
cumprimento da sua missão”.