PS/Açores pede que “oposição responsável” dê benefício da dúvida
29 de nov. de 2017, 20:25
— Lusa/AO Online
“Espera
o grupo parlamentar do Partido Socialista de uma oposição responsável
que, pelo menos, conceda o benefício da dúvida a quem tem prosseguido
este trajeto de recuperação e conduzido a nossa região ao patamar de
estabilidade económica que hoje vivemos”, afirmou André Bradford, no
final do debate sobre o Plano e Orçamento regionais para 2018, na
Assembleia Legislativa, na Horta, ilha do Faial.Para
André Bradford, se a oposição optar “por assumir a rejeição liminar de
um Plano e de um Orçamento especialmente dedicados ao rendimento das
famílias e ao crescimento” da economia regional, “os partidos da
oposição fá-lo-ão naturalmente no exercício das suas prerrogativas
democráticas, mas não se isentam de um julgamento político”.“E
da parte do Partido Socialista, o juízo político é claro, os partidos
da oposição que assim votarem estarão a renovar a postura de negação, de
agoiro que têm mantido ao longo dos últimos anos e a colocar os
potenciais incómodos políticos e os eventuais insucessos governativos
acima do desejo de progresso e desenvolvimento” dos Açores, afirmou.Antes,
o socialista considerou que, “no discurso da oposição, a retoma ou é
uma nota de rodapé ou é uma opinião propagandeada pela maioria, essa
eterna culpada de tudo o que corre mal e nunca merecedora do mínimo
reconhecimento por aquilo que corre bem”. “Mas,
na realidade da vida de todos os dias, das nossas famílias, das nossas
empresas, a recuperação da nossa economia e dos rendimentos das pessoas é
um facto, é um estímulo e é uma conquista que é imperioso preservar”,
observou André Bradford, exemplificando depois com um conjunto de
indicadores, a começar na taxa de desemprego, que era no início de 2014
de 18% nos Açores.Acrescentando
que na sequência daquela taxa, “o Governo Regional canalizou, então,
grande parte dos fundos disponíveis para a implementação da Agenda
Açoriana para a Criação de Emprego e Competitividade Empresarial”, André
Bradford sublinhou que “as medidas tomadas permitiram que hoje se
registe uma taxa de desemprego de cerca de 8%”.“Podemos
agora, por isso, entrar, com confiança, num novo ciclo de políticas de
apoio ao desenvolvimento”, declarou, reiterando a disponibilidade do PS,
partido maioritário no parlamento regional, para acolher, em sede de
especialidade, “propostas que possam contribuir para melhorar a ação
governativa” e os seus resultados.Porém,
André Bradford lembrou haver “três limites intransponíveis”, o
interesse geral, o respeito pelas linhas programáticas do PS, partido
que ganhou as eleições regionais há cerca de um ano, e o da
responsabilidade política e financeira. “Alguma
oposição faz propostas como se o futuro fosse responsabilidade
exclusiva de quem governa, como se o que se aprova não tivesse de ser
sustentado financeiramente, como se o simples facto de alguém querer um
porto de milhões ou uma atualização exclusiva da sua carreira
profissional fosse suficiente para ter, sem qualquer juízo de
possibilidade ou de justiça destas pretensões”, acusou, frisando que com
o PS tal não sucede.Segundo
o líder parlamentar socialista, “este orçamento, sem deixar de
impulsionar um aumento de rendimentos dos açorianos, não contempla tudo
para todos, porque tem como princípio fundamental o respeito pelo
esforço de todos os açorianos”.