PS/Açores exige implementação do fundo de rotas para garantir mais ligações aéreas
Hoje 13:52
— Lusa/AO Online
Segundo
um comunicado do PS, o setor do turismo enfrenta “desafios
significativos”, com a redução das ligações aéreas, o aumento dos preços
das passagens e a falta de mão-de-obra qualificada.As
preocupações foram transmitidas aos deputados socialistas, durante uma reunião com a delegação da Associação da
Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) nos Açores, onde
foram identificados os principais constrangimentos que atualmente
afetam o setor, com destaque para problemas relacionados com a
conectividade aérea. O deputado do
PS/Açores Carlos Silva, citado na nota, recorda que o Fundo de
Desenvolvimento de Rotas Aéreas foi aprovado pelo parlamento regional em
maio, com caráter de urgência, e publicado a 18 de junho.“A
[companhia aérea] Ryanair saiu dos Açores em março e já passaram quase
três meses desde a aprovação do Fundo de Desenvolvimento de Rotas
Aéreas. Perante a aproximação da época baixa, é preocupante que não
sejam conhecidas soluções concretas para reforçar as ligações aéreas da
região”, referiu.Para o socialista, este é um assunto “demasiado importante para ficar perdido nos gabinetes”.“É
necessário o envolvimento direto do presidente do Governo [Regional, de
coligação PSD/CDS-PP/PPM] para acelerar todos os procedimentos e
negociações e garantir, o mais rapidamente possível, a captação de novas
companhias aéreas, nomeadamente a entrada da EasyJet ou o regresso da
Ryanair”, defende.Para o PS/Açores, a
“redução significativa” do número de turistas provenientes do mercado
nacional, um dos principais mercados emissores para os Açores, assume
particular preocupação. A quebra está
relacionada, entre outros fatores, com o aumento dos preços das
passagens aéreas, que tornam o arquipélago menos competitivo enquanto
destino turístico e condicionam as deslocações dos residentes.“Estamos
a perder turistas provenientes do mercado nacional, que é um dos nossos
principais mercados emissores. Quando viajar para os Açores se torna
mais caro, perdemos competitividade enquanto destino turístico e
penalizamos também a mobilidade dos açorianos”, afirma Carlos Silva.Nos
primeiros sete meses deste ano, desembarcaram nos Açores menos 102 mil
passageiros, registando-se perdas em todos os meses face ao ano
anterior, lembram os socialistas.Perante esta realidade, o deputado considera que “é urgente captar mais companhias aéreas para operar durante todo o ano”.“Precisamos
de mais oferta e de preços mais competitivos para recuperar turistas,
nomeadamente do mercado nacional, dar maior estabilidade ao setor e
melhorar as condições de mobilidade dos residentes”, defende Carlos
Silva.Segundo o PS, a par das dificuldades
nas ligações aéreas, o setor enfrenta uma significativa falta de
mão-de-obra qualificada relacionada com a “reduzida oferta formativa
existente e com a dificuldade em atrair e fixar trabalhadores na região,
nomeadamente devido à falta de alojamento a preços acessíveis”.“Não
é possível ter um setor turístico robusto, sustentável e capaz de
proporcionar melhores condições de trabalho sem assegurar mais ligações
aéreas, preços mais competitivos, capacidade para atrair e fixar
trabalhadores e uma oferta formativa adequada às necessidades do
mercado”, concluiu o deputado.