PS/Açores exige garantias de segurança na reabertura do acesso à Ferraria
Hoje 16:10
— Lusa/AO Online
Segundo o PS/Açores, os deputados
socialistas entregaram um requerimento na Assembleia Legislativa, a
solicitar ao Governo Regional o envio do relatório técnico do
Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC), a identificação das
intervenções realizadas desde a derrocada, as medidas de monitorização
previstas durante a circulação condicionada e o calendário para a
reposição total e segura do acesso.Para os
deputados socialistas, é essencial que o Governo Regional clarifique as
medidas adotadas e assegure "uma solução estrutural definitiva para a
estabilização da encosta, evitando novos riscos naquela zona".No
requerimento, os socialistas recordam que a zona em causa, no concelho
de Ponta Delgada, foi atingida a 15 de setembro de 2025 por uma
derrocada “numa área sob responsabilidade do Governo Regional, que
provocou a obstrução da via e a sua intransitabilidade”.Análises
técnicas preliminares efetuadas por equipas da Direção Regional das
Obras Públicas e LREC classificaram a zona como "instável e perigosa",
tendo sido reconhecida "a inexistência de condições de segurança para
circulação, tal como consta em Comunicado do Governo, emitido pela
Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, a 16 de
setembro de 2025", assinalam os deputados socialistas açorianos.No
entanto, cerca de cinco meses após a ocorrência, "não se conhece o
relatório técnico final do LREC, nem um plano de intervenção estrutural
para estabilização da encosta, nem um calendário de execução das obras
necessárias", criticam os deputados."O
próprio Governo reconheceu, na altura, que não estavam reunidas
condições de segurança para a circulação" e "só após a denúncia da
empresa concessionária das Termas da Ferraria da ausência de respostas
por parte do Governo Regional, foi anunciada uma solução provisória de
circulação alternada em meia via, com recurso a semáforos, sem que sejam
conhecidos os fundamentos técnicos que sustentam esta alteração de
posição", aponta a deputada Patrícia Miranda.Segundo
a deputada, citada numa nota de imprensa, “continuam por esclarecer as
conclusões do relatório técnico do Laboratório Regional de Engenharia
Civil, bem como o plano de intervenção estrutural para estabilização
definitiva do talude”, o que gera "incerteza e compromete a confiança
pública".“Se a circulação condicionada é
agora considerada possível, importa perceber que avaliações técnicas
atualizadas sustentam essa decisão e porque não foi equacionada mais
cedo”, sustenta Patrícia Miranda, referindo-se à hipótese avançada pelo
executivo de implementar um sistema de semáforos para permitir a
circulação em meia via.Para o grupo
parlamentar do PS/Açores, a reabertura da via "só deve avançar com
garantias técnicas sólidas que salvaguardem trabalhadores, residentes e
visitantes", segundo refere o partido, na nota.A
deputada Patrícia Miranda realça a importância turística e económica da
Ferraria, salientando que o acesso rodoviário é determinante para o
funcionamento das Termas e para a atividade empresarial na zona. Na
altura da derrocada, uma equipa técnica deslocou-se ao local, e numa
análise preliminar, identificou toda a zona como instável e perigosa,
concluindo que não existiam condições de segurança, de momento, para a
circulação de pessoas e viaturas no caminho em questão.A
derrocada não causou vítimas e "o deslizamento ocorreu numa zona não
abrangida pela intervenção de estabilização do talude realizada entre
2019 e 2020”, explicou na ocasião a Secretaria do Turismo, Mobilidade e
Infraestruturas dos Açores.