PS/Açores exige apoio equivalente a um ordenado mínimo para cada pescador
Hoje 10:52
— Lusa/AO Online
“É
urgente a revisão desta decisão, o acionamento pleno do FundoPesca e a
adoção de medidas que garantam rendimento e estabilidade às famílias que
vivem da pesca nos Açores”, exigiu Gualberto Rita, deputado
socialista, em comunicado, considerando “manifestamente insuficiente e
desadequada” a forma como o executivo de coligação está a gerir a crise que se vive no setor das pescas.O
Conselho Administrativo do FundoPesca, órgão consultivo criado pelo
Governo dos Açores, decidiu ativar o apoio financeiro aos
pescadores da região, no valor de 439,53 euros, devido à perda de
rendimentos provocada pelo mau tempo que assolou a região nos meses de
dezembro de 2025 e janeiro de 2026.Os
deputados do PS, entendem,
porém, que, além de tardia, a decisão não tem em consideração o
prolongado período de mau tempo que se tem verificado no arquipélago,
que impediu a atividade da pesca em toda a Região, e que justificaria
que o apoio fosse de valor superior.“Trata-se
de uma decisão tardia, que não acompanha a realidade vivida pelos
profissionais do setor, nem respeita o espírito do próprio mecanismo de
proteção criado para responder a situações de paragem prolongada”,
lamentou Gualberto Rita, para quem o FundoPesca devia ser acionado “na
sua totalidade”, garantindo o pagamento equivalente a um salário mínimo
regional (913,50€), a cada pescador afetado.Gualberto
Rita lembrou também que houve vários os dias em que os portos da Região
estiveram encerrados, devido às más condições meteorológicas, o que
agrava, ainda mais, as dificuldades sentidas pelo setor, e defendeu que o
Governo Regional, liderado pelo social-democrata José Manuel Bolieiro,
está a “ignorar a dimensão real das perdas e a fragilizar centenas de
famílias que dependem exclusivamente do mar”.Na
mesma nota informativa, os socialistas açorianos criticam também a
“inaceitável” tentativa do executivo de direita de transformar o apoio
do FundoPesca num “esforço do Governo Regional”, lembrando que estes
subsídios são também sustentados pelos próprios pescadores, através dos
seus descontos em lota: “não se trata de um favor do Governo, mas de um
direito do setor”.O apoio financeiro
agora anunciado só deverá ser pago aos pescadores nas primeiras semanas
de março, após a validação das candidaturas, mas os deputados do PS que
criticam também esta "demora" no pagamento das ajudas financeiras.“As
candidaturas foram submetidas em setembro e os pescadores só deverão
receber em março, numa altura em que muitos já enfrentam sérias
dificuldades para fazer face às despesas básicas”, recordou Gualberto
Rita, para quem esta situação exigia mais “rapidez e eficácia” por parte
do Governo.