PS/Açores diz que região continua a ser a mais pobre e desigual do país
3 de dez. de 2024, 18:20
— Lusa/AO Online
Segundo
um comunicado do partido, a situação verifica-se nos Açores apesar de,
por comparação com o ano transato, se registar uma “ligeira descida nos
indicadores de pobreza e desigualdade”.“Ao
contrário do panorama nacional, os Açores ainda não recuperaram os
níveis de 2020 em dois indicadores-chave: A taxa de risco de pobreza na
região, que era de 21,9% em 2020 e que ainda é de 24,2% em 2023,
enquanto no país passou de 18,4% para 16,6%”, afirma a vice-presidente
do grupo parlamentar do PS/Açores, Marta Matos, citada na nota.Ainda
de acordo com a parlamentar socialista, por sua vez, “a desigualdade
social, medida pelo Coeficiente de Gini, em 2020, nos Açores,
registava-se nos 33%, estando ainda, em 2023, acima desse valor, com
33,8%”, quando, no país, esse indicador registou uma redução, no mesmo
período, “de 33% para 31,9%”.Além disso, o
PS aponta que a taxa de privação material severa de 8,2% registada na
Região Autónoma dos Açores é “quase o dobro da média nacional, que se
situa nos 4,3%”.Para Marta Matos, estes números “são o reflexo de uma governação sem estratégia e sem visão para combater a pobreza”.“Passados
quatro anos, o governo da coligação [PSD/CDS-PP/PPM] ainda não
conseguiu apresentar um plano eficaz, enquanto desmantelou a Estratégia
Regional de Combate à Pobreza e Exclusão Social, desenvolvida pelo PS
para vigorar até 2028”, salientou. A
socialista referiu também que o Plano Regional para a Inclusão Social e
Cidadania (PRISC), previsto para 2024-2028, ainda não é conhecido.“Neste
ritmo, só teremos um plano em 2025, deixando os açorianos sem qualquer
orientação política na área social há quase três anos e meio”, afirmou.Para
a parlamentar do PS, os dados revelam o fracasso de um governo regional
que “prefere medidas avulsas, cortes em prestações sociais e alianças
políticas de curto prazo”, dando como exemplo que “priorizar o acesso a
creches apenas para crianças cujos pais trabalham é ignorar a realidade
de quem mais precisa”.“O governo
[regional] tem de parar de usar a desculpa da ‘pesada herança’ e começar
a assumir a responsabilidade pelo que não faz. Os açorianos merecem
respostas eficazes e uma governação que priorize as suas necessidades”,
concluiu Marta Matos.