PS/Açores diz que PSD se posiciona como “emplastro de qualquer voz crítica”
29 de nov. de 2017, 15:08
— Lusa/AO online
“Infelizmente
e ao contrário, aquele que se diz o maior partido da oposição insiste
em se posicionar como emplastro de qualquer voz crítica, insiste em ser
um PSD que não age, apenas reage, um PSD igual à sua liderança, limitado
a uma visão sectária e autocentrada, que se dedica mais à trica do que
aos açorianos”, afirmou o deputado socialista Miguel Costa, depois de
dizer que é nos Açores e na sua população que se concentra o PS e todos
se deveriam concentrar.O
parlamentar falava no debate das propostas de Plano e Orçamento
regionais para 2018, na Assembleia Legislativa Regional, na Horta, ilha
do Faial, nas intervenções finais relacionadas com as áreas governativas
da Energia, Ambiente e Turismo, tendo realçado o desenvolvimento do
turismo no arquipélago.“O
ano de 2017 é mais um ano que fica, impressivamente, marcado pelo
crescimento do setor, pela sua estratégia de consolidação, fruto do
trabalho do Governo dos Açores, exemplarmente acompanhado pelo setor
privado”, afirmou Miguel Costa, reconhecendo que “esse resultado veio
criar novos desafios”, daí as novas “medidas e ações” previstas nas
infraestruturas e na sua gestão. Na
Energia, o deputado socialista destacou “a criação de uma rede pública
de postos de carregamento em todos os concelhos, associada aos
incentivos à aquisição de veículos elétricos”, para acrescentar que se
está perante documentos orçamentais que permitirão “superar desafios” ao
lado dos açorianos e para eles.Já
a deputada do PSD Catarina Furtado classificou de “desilusão” as
medidas para o Ambiente, referindo que as propostas nesta área “são mais
do mesmo, pecam e têm pecado por falta de concretização e, bem assim,
de falta de credibilidade”.“Ao
nível do Ambiente, em concreto na qualidade ambiental, reafirmamos que
continuará a haver falta de meios e recursos de inspeção e vigilância”,
apontou, referindo que nos resíduos é “um puro embuste, para não dizer
uma piada de mau gosto, declarar uma forte aposta estratégica”.A
parlamentar adiantou que, enquanto se espera “por trabalho concreto ou
investimento para a conciliação da preservação do património natural com
o seu usufruto e utilização”, há “filas e filas de carros”, por exemplo
no miradouro da Lagoa do Fogo, em São Miguel, mostrando fotografias.“Uma coisa é certa, fosse este Governo tão bom a pregar como a fazer, e o Ambiente nos Açores estaria muito melhor”, declarou.Por
seu turno, a deputada do CDS-PP Catarina Cabeceiras, que enumerou um
conjunto de situações de vários domínios da governação por concretizar
na ilha de São Jorge, pela qual foi eleita, sustentou que o debate dos
documentos orçamentais "está transformado num exercício de propaganda”.Citando
o líder parlamentar do partido na Assembleia Legislativa, Artur Lima,
Catarina Cabeceiras referiu que "todos os anos os governos do PS dizem
que agora é que é, que agora é que vai ser"."Este
Governo, a cada ano que passa, está cada vez mais desfasado da
realidade e das necessidades dos açorianos e da região. Sejamos
realistas, falemos a verdade aos açorianos", desafiou a centrista.