PS/Açores diz que novo ciclo político dará “garantia de previsibilidade” de obras públicas
4 de ago. de 2020, 09:19
— Lusa/AO Online
Na
sequência de um encontro solicitado ao PS/Açores pela AICOPA -
Associação Dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas dos
Açores, o dirigente socialista declarou à Lusa que a previsão das obras
públicas é garantida pelos planos anuais aprovados pelo parlamento
regional e está convicto que o próximo ciclo político, a par das obras
motivadas pelo furacão Lorenzo, dá uma “garantia de previsibilidade”,
que “é fundamental”.O dirigente frisou que
existe um “grande ciclo de investimento público para os próximos anos”,
destacando a “competente atuação da construção civil num momento muito
crítico da pandemia da covid-19, em que não parou”, o que se revelou
“fundamental para a economia açoriana”. A
presidente da AICOPA, Alexandra Bragança, manifestou preocupação em
relação à mão-de-obra qualificada no setor da construção civil, assunto
que “não ficou resolvido” apesar de se terem realizado uns cursos de
formação intensiva no final de 2019, “não tendo sido suficientes os
formandos para suprir as necessidades das empresas”.“Se
queremos que na região haja ‘know-how’ para levar algumas obras para a
frente, há que ter pessoas qualificadas para determinados trabalhos”,
declarou Alexandra Bragança, que frisou que as empresas setor “continuam
a sentir que esta mão-de-obra não existe”.A
dirigente lamentou que, desde que tomou posse, o Conselho Regional das
Obras Públicas (CROP) não tenha realizado “nenhuma reunião”, tendo
destacado que é na sede deste organismo que são discutidas as
preocupações do setor e que têm assento os parceiros sociais.Alexandra
Bragança sublinhou a premência deste órgão em reunir-se porque deu
entrada na Assembleia da República um novo projeto de lei que visa
alterar o código dos contratos públicos, que necessita de ser adaptado
aos Açores.O CROP é composto por vários
elementos da estrutura do Governo Regional e um representante da Região
Autónoma dos Açores no Instituto da Construção e do Mobiliário (InCI). Integram
ainda este órgão representantes da Câmara de Comércio e Indústria dos
Açores, da AICOPA, da Delegação dos Açores da Ordem dos Arquitetos, da
Secção Regional dos Açores da Ordem dos Engenheiros, da Secção Regional
dos Açores da Ordem dos Engenheiros Técnicos e da Associação de
Municípios da Região Autónoma dos Açores.Neste
momento, o setor da construção civil é responsável por cerca de oito
mil trabalhadores, sendo cerca de 300 as empresas a operar no mercado,
segundo a presidente da AICOPA.