PS/Açores diz que não é possível sustentar turismo apenas com TAP e SATA
Hoje 10:03
— Lusa/AO Online
A companhia aérea de baixo custo
Ryanair deixou de voar no domingo para os Açores, passados 11 anos do
início da operação, uma decisão que foi justificada com as taxas
aeroportuárias e com a tributação ambiental europeia.Em
fevereiro, a secretária regional do Turismo, Mobilidade e
Infraestruturas, Berta Cabral, informou que o executivo estava a
“trabalhar” com a TAP e com a SATA - companhias com rotas comerciais
regulares para o arquipélago - para colmatar a saída da Ryanair e a
fazer “diligências” para levar outras companhias para a região a “médio
prazo”.O líder do PS/Açores,
questionado pelos jornalistas sobre o facto de executivo regional
liderado por José Manuel Bolieiro defender o reforço do número de voos
da TAP e da SATA, respondeu que não partilha da mesma opinião.“[O
Governo Regional] achar que nós [Região Autónoma], com a TAP e a SATA,
podemos conseguir sustentar o turismo nos Açores… eu peço desculpa, é
uma mentalidade dos anos [19]80 e dos anos [19]90 que nós não
partilhamos”, respondeu.Francisco César
reuniu com a Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada para
perceber as preocupações dos empresários e os problemas que a região
está a ter do ponto de vista do setor turístico e da necessidade de
“existir uma aposta na promoção do destino”.No
final do encontro, em declarações aos jornalistas, quando questionado
sobre a saída da Ryanair da região e o recurso admitido pelo executivo
de coligação, respondeu que o PSD se diz “um partido um pouco mais à
direita”, mas pensar desta forma “é não perceber nada de como funciona o
mercado ou [de] como funciona a economia”.“Nós
temos de ter empresas naturalmente públicas que nos ajudem, mas nós
precisamos de ter mais privados. Os privados é que permitem que a
economia floresça e a concorrência no mercado foi o que permitiu aos
Açores darem o salto que deram desde a liberalização do espaço aéreo”,
argumentou.O líder regional socialista
referiu depois que a Região Autónoma da Madeira é servida pelas
companhias aéreas EasyJet, Ryanair, Wizz Air e TAP, que “competem para
trazer passageiros”.“Quando competem para trazer passageiros baixam naturalmente o preço. Fazem também a sua promoção”, justificou.