PS/Açores diz que Governo Regional promete no Orçamento “sempre 100 e acaba por realizar 10”
31 de out. de 2025, 10:26
— Lusa/AO Online
Francisco César referiu
aos jornalistas que os documentos são sempre acompanhados por “um
conjunto de anúncios”, que referem que “é sempre o maior Plano de
sempre, é sempre o maior montante de investimento, mas é sempre o maior
Plano de Investimento com a menor execução de sempre”.“E
isso preocupa-nos. Porque aquilo que verificamos é, para além do
Governo dever praticamente tudo a toda a gente, não conseguir
concretizar aquilo que está previsto no Plano de Investimentos. Mesmo no
Plano de Investimentos, nós falamos com os agricultores e há menos 10
milhões de euros. Nós falamos com os pescadores e há menos
financiamentos”, justificou.E prosseguiu:
“Nós falamos com [alguém de] qualquer área que não tenha a ver com
fundos comunitários e não há capacidade de resolver ou de atender às
circunstâncias. Isto quer dizer que é o maior Plano do ponto de vista
dos números, mas, infelizmente, acaba por ser um Plano sem capacidade,
sem confiança naquilo que tem a ver com a capacidade de investimento”.“Não
é possível ter economia se as pessoas não confiam naquilo que vai ser
feito. Este Governo tem prometido sempre 100 e acaba por realizar 10 e a
nossa preocupação é que o Plano de Investimento e o Orçamento […] tenha
capacidade de ser aquilo que verdadeiramente promete. E não tem sido
até agora”, disse o líder socialista aos jornalistas, em Ponta Delgada, à
margem de reuniões de agenda para preparação das propostas de alteração
ao Orçamento do Estado para 2026.César salientou que o PS “tem tido uma postura muito clara sobre esta matéria”.“Este
Governo [Regional] não tem desculpas para não resolver os problemas que
ele próprio criou. Não é por causa do PS. Para já porque ninguém quer
eleições antecipadas, nem o PS. Os governos têm um mandato. Este mandato
deve ser cumprido e nós conseguimos trabalhar para que ele seja
cumprido”, afirmou.E concluiu: “Agora,
este Governo tem que assumir em plenitude as suas responsabilidades. Nós
cá estaremos para fazer oposição naquilo que estiver mal feito, para
ajudar a construir aquilo que for necessário para a região e para
planear o futuro e construir uma alternativa verdadeira de Governo para
os Açores”.Já
em relação ao Orçamento do Estado, Francisco César, que também é
deputado na Assembleia da República, chamou a atenção para duas matérias
“bastante importantes”, uma das quais relacionada com os transportes
marítimos para os Açores, referindo que “o Orçamento do Estado pode
obrigar o Governo da República a lançar obrigações de serviço público”.A outra “tem a ver com a necessidade de criação de um cargueiro [aéreo] que ligue o continente aos Açores”, afirmou.