PS/Açores diz que Bruxelas não conhece “com exatidão” o que se passa na SATA
30 de out. de 2025, 12:33
— Lusa/AO Online
“Eu não sou porta-voz da CE, mas
parece-me que não conhece com exatidão tudo o que está a acontecer no
grupo SATA”, afirmou Carlos Silva aos jornalistas, em Ponta Delgada,
enumerando “além dos resultados, toda a instabilidade, a ausência de
diálogo, de comunicação, normas que são impostas aos trabalhadores sem
que isso tenha cumprimento legal”.O
deputado da oposição falava após uma reunião dos deputados socialistas
com a delegação dos Açores do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e
Aeroportos (SITAVA).A CE aprovou, no dia
07 de junho de 2022, os planos do governo português para conceder um
auxílio à reestruturação da transportadora aérea SATA no montante total
de 453,25 milhões de euros.Carlos Silva
lembrou que já existiram salários em atraso na SATA, que a empresa
continua a “endividar-se diariamente para colocar dinheiro na Azores
Airlines”, que os “prejuízos em mais ou menos quatro anos são de quase
300 milhões de euros” e que tem “um passivo que já ronda os 700 milhões
de euros”. “Eu tenho muita dificuldade em
que a CE diga que isso é um rumo bom e que o caminho que foi traçado
está a ser cumprido”, afirmou.O deputado
admitiu que “as dificuldades já existiam em 2020”, mas a situação
“agravou-se significativamente”, não havendo um “rumo definido”.O
socialista manifestou “toda a solidariedade com os trabalhadores do
grupo SATA” e lamentou que “não haja comunicação nem informação prestada
aos trabalhadores”, a par de uma “total desmotivação e sentimento de
abandono por parte do Governo Regional e da administração da SATA”.“É
inadmissível que praticamente três anos desde o início do processo de
privatização [da Azores Airlines], ainda não se saiba bem qual é o rumo
que se quer seguir”, bem como “quais as consequências” se o processo não
for bem concluído, a par dos impactos para os trabalhadores.Carlos
Silva considera que, da parte do Governo dos Açores, há um “total
silêncio e desrespeito com os trabalhadores”, havendo uma “série de
informação que não é prestada aos trabalhadores, aos deputados e aos
açorianos em geral”, bem como “ao próprio consórcio” Newtours Aviation.