PS/Açores critica “desnorte” do Governo Regional no combate à pandemia
Covid-19
6 de jan. de 2021, 15:09
— Lusa/AO Online
Numa declaração de
voto à prorrogação do estado de emergência devido à pandemia de
covid-19, assinada pelo líder parlamentar do PS na Assembleia Regional e
anterior presidente do executivo açoriano, Vasco Cordeiro, os
socialistas destacam o crescimento de 45% do número de casos de covid-19
na ilha de São Miguel nos últimos 15 dias.Nesse
período, referem ainda, o número de infetados aumentou 118% em Ponta
Delgada, 154% em Vila Franca do Campo e 148% no concelho da Lagoa.“Estes
dados demonstram que é necessário e urgente mudar a abordagem que está a
ser seguida. Estes são dados que demonstram, crua e cruelmente, que a
situação não está nem estável, nem equilibrada”, lê-se no documento.O
partido considera a situação vivida em Rabo de Peixe, em São Miguel,
como a “face mais visível” da “evolução preocupante” da pandemia na
região, assinalando que o cordão sanitário aplicado naquela vila serviu,
“incompreensivelmente”, para a realização da testagem em massa à
população e “não como meio de evitar a circulação”.“Há
outros elementos que vão surgindo e que dão conta de desnorte e
desorientação crescentes na atuação face à pandemia”, acrescentam os
socialistas, que votaram a favor da prorrogação do estado de emergência,
exemplificando com o número de testes PCR realizados na região que
esteve “abaixo dos mil” em sete dos últimos 15 dias.Na
declaração de voto, o PS/Açores assinala também que “apenas na véspera
do reinício das aulas” foi decidido testar toda a comunidade educativa,
mas de “apenas três escolas” de São Miguel, quando o “quadro
epidemiológico já gritava, e continua a gritar, por maior cautela”.Os
socialistas apontam igualmente o “trajeto inverso” feito na região,
onde foi decidido “flexibilizar” as medidas de controlo da pandemia no
período do Natal e Ano Novo, contrariamente à “esmagadora dos países e
regiões europeias”.“É neste contexto que
se conjugam duas circunstâncias particularmente preocupantes: o
agravamento da situação epidemiológica nos Açores, e, o fim, dentro de
oito dias, da possibilidade de tomar medidas excecionais de controlo da
pandemia, ao abrigo do estado de emergência”, é referido no documento.