PS/Açores considera urgente operação com avião cargueiro entre continente e interilhas
Hoje 17:42
— Lusa/AO Online
“Temos notícias
recorrentes de carga […] que não é carregada por incapacidade e, por
isso, defendemos a separação total da operação de transporte de
passageiros e transporte de carga, com um avião afeto em exclusivo à
carga, que tenha a capacidade de se interligar com a operação Açores -
continente e que tenha também na sua base obrigações de serviço público,
à semelhança do que acontece com o transporte de passageiros
interilhas”, afirmou Berto Messias, citado num comunicado do partido.O
líder parlamentar do PS/Açores falou do assunto em Angra do Heroísmo,
após uma reunião com a Frutercoop - Cooperativa de Hortofruticultores da
Ilha Terceira.O socialista referiu que
“têm de ser estabelecidas obrigações de serviço público que assegurem
este serviço tendo em conta as dificuldades que produtores e empresários
sentem hoje para escoar os seus produtos”.“O
exemplo da Fruter, no que se refere à exportação de flores, é
paradigmático, tendo em conta as dificuldades recorrentes que [os
produtores] têm de enfrentar sobre a falta de voos que permitam o
escoamento necessário”, apontou.Na sua
opinião, “não é aceitável que produtos de excelência, com procura grande
em mercados externos, se estraguem por incapacidade logística em termos
[de] transporte aéreo”.“Já propusemos no
Orçamento do Estado o estabelecimento de obrigações de serviço público
para esta operação. Infelizmente a proposta foi chumbada, mas vamos
continuar a insistir neste propósito porque a economia dos Açores
precisa deste tipo de operação”, referiu Berto Messias.O
líder parlamentar sublinhou ainda que, da mesma forma que é importante
uma operação entre os Açores e o continente português, deve ser criada
uma operação exclusiva de carga interilhas.Quanto
ao transporte marítimo, segundo o dirigente socialista é unânime que o
modelo atual é “obsoleto” e já não responde às necessidades da região. “O
Governo Regional [PSD/CDS-PP/PPM] anda há cinco anos a fazer anúncios
sobre possíveis alterações e estudos sobre o que fazer e não vemos
alterações que garantam a previsibilidade e frequências que a economia
regional precisa”, concluiu.