PS/Açores considera que República "apoia mais os açorianos" do que executivo regional
OE2023
11 de out. de 2022, 17:25
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, o PS/Açores afirmou que a proposta de OE para 2023 “é de
compromisso e de resposta à crise”, assinalando “ser incrível que seja o
Governo da República do PS a apoiar mais os açorianos em tempos de
crise e não o Governo Regional”.Para o
PS/Açores, o documento “visa dar respostas aos principais problemas “das
famílias, das empresas, mas, também, dos açorianos”.“Este
é um OE de diálogo e de concertação social, direcionado a ajudar
famílias e empresas e que visa reforçar os rendimentos, mas, também, o
investimento público em 30%”, assinalou o dirigente socialista Carlos
Silva, membro do Secretariado Regional do PS/Açores, destacando que as
propostas do Governo socialista também favorecem os açorianos.Carlos
Silva salientou que, “através das medidas nacionais de apoio às
famílias e às empresas que se aplicam, também, na região, os açorianos
vão poder beneficiar de um aumento dos seus rendimentos, quer no setor
privado como na administração pública”.Com
o aumento do salário mínimo, este passará, na região, para “cerca de
800 euros”, observou, destacando também “o aumento dos salários médios
através de incentivos e o aumento em 4% dos salários na administração
pública”.“Este é um OE que protege,
igualmente, os mais vulneráveis, ao aumentar de forma significativa o
valor das pensões para os próximos anos, mas que prevê, ainda, um apoio
aos mais jovens, ao congelar o preço dos passes e ao reduzir o IRS,
enquanto no 2.º escalão reduz impostos para a classe média e para quem
ganha até 1.000 euros, para além de que responde, ainda, e de forma
concreta, ao custo da habitação e ao aumento das taxas de juro”, disse.Além
disso, o documento “reforça a competitividade das empresas, ajuda a
enfrentar a subida dos custos da energia e prevê incentivos à
capitalização e ao investimento”.Quanto
aos cerca de 289 milhões de euros que serão transferidos para a região
ao abrigo da Lei das Finanças das Regiões Autónomas, Carlos Silva
afirmou que o OE para 2023 prevê “a comparticipação das obrigações de
serviço público no transporte interilhas no valor de 10 milhões de
euros, mas, também, assume, pela primeira vez, o compromisso de
comparticipar os serviços aéreos regulares, nas rotas não liberalizadas,
entre o continente e os Açores, e entre esta e a Madeira".Segundo
o socialista, a proposta prevê, igualmente, “a concretização da
instalação da rede de radares meteorológicos na região, a substituição
das interligações por cabo submarino entre o continente e os Açores e a
edificação do ‘Atlantic Center’”.