PS/Açores avança com comissão parlamentar de inquérito devido a “caos na saúde"
30 de jan. de 2025, 16:05
— Lusa/AO Online
Segundo avançou fonte oficial do
partido à agência Lusa, o PS/Açores pretende “apurar responsabilidades”
pela situação da saúde na região, denunciando “falta de respostas” aos
utentes, “conflitos” entre as administrações hospitalares e a
“incompetência” da secretária da Saúde do executivo açoriano
para “resolver a situação”.Fonte
do PS/Açores realçou que a comissão de inquérito pretende averiguar as
medidas implementadas após o incêndio de 04 de maio de 2024 no HDES, na
sequência das críticas à construção de uma infraestrutura modular por
parte de um antigo administrador daquele hospital.A
mesma fonte detalhou que os socialistas estão a contactar as restantes
forças políticas na Assembleia Regional, apesar de o partido poder criar
a comissão de inquérito de forma unilateral com recurso ao direito
potestativo.O ex-administrador do HDES
António Vasco Viveiros criticou na quarta-feira a opção do Governo dos
Açores pela construção de um hospital modular, defendendo, em
alternativa, a recuperação daquela unidade de saúde, a maior dos Açores.“Como
era possível recuperar o hospital, e nós tínhamos consciência disso, é
evidente que sempre tive dúvidas técnicas relativamente à opção do
modular”, explicou durante uma audição parlamentar o ex-administrador,
que já foi deputado ao parlamento açoriano pelo PSD e que foi nomeado
pelo executivo de coligação (PSD/CDS-PP/PPM) para vogal do conselho de
administração do HDES dias após o incêndio de 04 de maio de 2024.O
incêndio no HDES, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, que
deflagrou a 04 de maio e cujos prejuízos estão estimados em 24 milhões
de euros, obrigou à transferência de todos os doentes que estavam
internados para vários locais dos Açores, Madeira e continente.Entretanto,
o executivo dos Açores decidiu construir um hospital modular para
garantir a transição até à requalificação estrutural do HDES, na ilha de
São Miguel.A Constituição estabelece que
as comissões parlamentares de inquérito “gozam de poderes de
investigação próprios das autoridades judiciais”.