PS/Açores aponta falhas no transporte escolar e na entrega de manuais digitais
10 de out. de 2024, 16:55
— Lusa/AO Online
“O
PS tem vindo a acompanhar e a alertar, desde cedo, para os
constrangimentos com que os estabelecimentos de ensino se têm vindo a
deparar desde o arranque do ano letivo e que, infelizmente, não
mereceram a devida atenção do Governo Regional [PSD/CDS-PP/PPM] para a
sua resolução”, afirma a deputada socialista açoriana Marlene Damião
citada numa nota de imprensa do partido.A
posição foi assumida depois de o grupo parlamentar do PS/Açores ter
contactado algumas escolas da ilha de São Miguel, no âmbito do roteiro
para a educação, com o objetivo de perceber as preocupações e
necessidades das escolas, creches e centros de Atividades de Tempos
Livres.“É incompreensível que nesta fase
persistam problemas ao nível do transporte escolar, tal como já havia
alertado o presidente do PS/Açores, Francisco César, no início de agosto
e posteriormente, no início de setembro, bem como ao nível da entrega
dos manuais digitais, com prejuízo para os alunos e famílias açorianas”,
disse a deputada.Para Marlene Damião,
“não é aceitável que os alunos ainda não tenham acesso aos manuais
digitais, o que afeta a aprendizagem, e que, por falta ou atraso dos
transportes escolares, cheguem, sistematicamente, atrasados ao início
das aulas”.O partido pede que haja uma
maior articulação entre a tutela da educação no arquipélago e as
escolas, para “garantir os recursos necessários, em tempo útil”.Pede
também maior articulação entre as tutelas da educação e dos
transportes, “de forma a suprir os crescentes problemas no transporte
escolar devido ao atraso no novo concurso público de transportes
terrestres para a ilha de São Miguel”.“Devido
à inércia do Governo Regional dos Açores, os problemas nos transportes
terrestres são cada vez maiores, o que afeta, desde logo, a mobilidade
dos açorianos, mas também tem impacto nos alunos e respetivas famílias,
pelos constrangimentos provocados”, disse Marlene Damião. Já
a falta dos manuais digitais, segundo o PS/Açores, obriga as famílias
“a incorrer em encargos adicionais com fotocópias” e a situação “gera
desigualdades nas aprendizagens”.