PS/Açores alerta que novas regras nas lotas criam “dificuldades acrescidas”
Hoje 09:51
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, os socialistas consideram “preocupantes as alterações dos
procedimentos” implementadas pela Lotaçor (empresa pública que gere as
lotas nos Açores) quanto ao “transporte de pescado entre os locais de
desembarque, postos de recolha e lotas”.Em
causa, segundo o PS/Açores, está o facto de a Lotaçor ter deixado de
“emitir os documentos que habitualmente acompanhavam o transporte de
pescado para efeitos de primeira venda, passando essa responsabilidade
para os armadores, através do Portal das Finanças”."Não
faz sentido que o Governo Regional e a Lotaçor transfiram mais
burocracia para os armadores sem acautelar se existem condições para
cumprir essas exigências. Quem vive da pesca precisa de soluções que
facilitem o seu trabalho, não de procedimentos que criem novos
entraves", afirmou o deputado do PS no parlamento açoriano Gualberto
Rita citado na nota de imprensa.O PS
defende que a mudança “ignora a realidade do setor das pescas nos
Açores”, já que “muitos armadores não dispõem das competências digitais,
dos equipamentos informáticos ou sequer de acesso à internet nos locais
de desembarque”.“As novas exigências
administrativas estão a criar dificuldades acrescidas aos armadores e
podem comprometer o normal funcionamento da atividade piscatória na
região”, alertou o maior partido da oposição.O
PS/Açores entregou um requerimento na Assembleia Legislativa a
questionar o Governo Regional sobre o motivo da
alteração e o respetivo enquadramento legal, e se estão a ser
equacionadas medidas para “garantir que nenhum armador fica impedido de
transportar legalmente o pescado ou sujeito a eventuais infrações”.Para
o partido, a "obrigação" do executivo açoriano é "simplificar a vida de
quem trabalha e produz riqueza nos Açores e não criar mais obstáculos
administrativos”."Estamos a falar de
profissionais que trabalham em função do estado do mar e das condições
meteorológicas, muitas vezes fora dos horários normais dos serviços e
sem acesso imediato aos meios informáticos exigidos por este novo
procedimento. O Governo não pode alterar procedimentos ignorando a
realidade concreta de quem vive diariamente da pesca", sublinhou
Gualberto Rita.