PS/Açores alerta que falta de ligações aéreas na época baixa está a prejudicar o turismo

Hoje 16:14 — Lusa/AO Online

Em comunicado, divulgado na sequência de um encontro com a delegação dos Açores da Associação da Hotelaria de Portugal, em Ponta Delgada, os socialistas adiantam que no encontro foram analisados “os sinais evidentes do abrandamento da atividade económica ligada ao turismo durante a época baixa e os efeitos diretos das atuais fragilidades nas ligações aéreas à região”.Citada em nota de imprensa, a deputada do PS no parlamento açoriano Sandra Costa Dias refere que a sazonalidade “continua a fazer-se sentir de forma expressiva e o contexto agravou-se nos últimos meses”.A deputada da oposição recorda que a secretária do Turismo do Governo Regional anunciou três novas companhias aéreas com operações nos Açores na próxima época alta”, mas a Ryanair mantém a intenção de sair da região.Segundo a deputada, “não existe qualquer evolução nas negociações entre o Governo Regional e a companhia até ao momento", estando a saída da Ryanair da região prevista para março. Ainda de acordo com a parlamentar, o executivo regional, liderado pelo social-democrata José Manuel Bolieiro, “continua sem prestar qualquer esclarecimento sobre negociações em curso, alternativas em cima da mesa ou medidas concretas para mitigar este impacto”.Paralelamente, a EasyJet, que “tem interesse em voar para Ponta Delgada, não o faz porque o Governo Regional pretende que também viaje para outras ilhas", acrescenta, considerando ser “inaceitável que as guerras dentro do Governo prejudiquem a economia de São Miguel, desperdiçando, desta forma, uma oportunidade importante para reforçar as ligações aéreas na época baixa”.A este cenário, continua a parlamentar, “soma-se a instabilidade persistente" na companhia aérea açoriana SATA, com um processo de privatização em curso, que continua "a gerar incerteza e a fragilizar seriamente a mobilidade dos açorianos”.Sandra Costa Dias alerta ainda que a “falta de rumo” faz-se “sentir de forma transversal em todo o setor turístico, afetando a hotelaria, o alojamento local, 'rent-a-car', a restauração e um vasto conjunto de empresas que dependem diretamente do fluxo turístico”.