PS/Açores alerta para "sucessivos constrangimentos" no abastecimento à Graciosa

Hoje 15:15 — Lusa/AO Online

Segundo o parlamentar, "no dia 21 de janeiro, estava agendada a escala de um navio porta-contentores que acabou por ser desviado para outro porto com a justificação de más condições do mar, um argumento que ficou seriamente posto em causa quando, no mesmo dia, o navio de combustíveis operou sem qualquer problema na Graciosa".José Ávila alertou que “o resultado é um cenário de instabilidade contínua, em que a população e os agentes económicos são deixados à mercê de decisões opacas e de uma operação logística que demonstra falta de rigor e organização”.“É inaceitável e revela uma falha grave na capacidade do Governo em garantir um serviço estável, previsível e transparente”, apontou o deputado.O deputado socialista revelou que "os sucessivos constrangimentos têm colocado em risco o abastecimento regular da ilha", afetando "bens essenciais" e originando "legítimas preocupações num período particularmente sensível, como é o Carnaval".“Esta contradição levanta dúvidas sobre os critérios, a veracidade das justificações apresentadas e, sobretudo, sobre o compromisso das entidades responsáveis com a ilha”, acrescentou o socialista, citado numa nota de imprensa divulgada pelo partido.Na sequência deste episódio, “instalou-se a ausência total de previsibilidade nas escalas seguintes, dificultando o planeamento de atividades económicas e afetando o normal funcionamento da ilha. Mesmo quando outro navio acabou por escalar a Graciosa no fim de semana passado, a operação revelou-se claramente insuficiente para colmatar as necessidades existentes, perpetuando falhas no abastecimento”, sublinhou.Esta semana, que antecede o Carnaval, "o outro navio volta a alegar as más condições de mar, uma explicação contestada por profissionais experientes neste tipo de operação", alertou, acrescentando que esta situação "reforça a perceção de falta de rigor e de transparência" na gestão do serviço de transporte marítimo.“Mais escalas, ao contrário do expectável, não têm correspondência num melhor serviço. É por isso que se exige ao Governo que assuma as suas responsabilidades e garanta, de forma efetiva, um serviço de transporte marítimo que respeite a Graciosa e os seus habitantes”, defendeu José Ávila.