PS/Açores alerta para falta de apoio do Governo apesar de aprovação de proposta

6 de mar. de 2026, 16:46 — Lusa/AO Online

O parlamento açoriano aprovou, em fevereiro, por maioria, um projeto de resolução do PS sobre a manutenção dos apoios aos clubes desportivos para a promoção turística (“Palavra Açores”) e dos apoios no âmbito do regime de financiamento público para iniciativas, ações e eventos de animação turística ou de promoção externa do destino Açores.A proposta, aprovada com votos a favor de PS, Chega, BE, IL, e PAN e abstenções de PSD, CDS-PP e PPM, garante que o executivo assegure a manutenção dos apoios na época 2026/2027, em moldes idênticos aos atuais.No entanto, e segundo apontou hoje o líder parlamentar do PS/Açores, Berto Messias, têm surgido "várias notícias de instituições que estão a reformular eventos ou mesmo a ponderar o seu fim por falta de apoio do Governo Regional", apontando como exemplos a Fundação Pauleta ou o COFIT - Comité Organizador de Festivais Internacionais da Ilha Terceira."Mas, a decisão do parlamento no último plenário é muito clara, os apoios têm de ser mantidos", vincou Berto Messias, citado na nota divulgada pelo PS/Açores. Para o líder parlamentar socialista açoriano, “a sucessão de notícias sobre este assunto e as incertezas legítimas das entidades promotoras de eventos dão a ideia que a suspensão dos apoios anunciada pelo Governo se mantém, tendo em conta o silêncio e a falta de esclarecimento" do executivo açoriano.“O Governo Regional tem agora a obrigação moral e política de respeitar essa decisão e rever a opção tomada, que criou incerteza entre clubes, associações, entidades promotoras de eventos e agentes económicos”, acrescentou Berto Messias.O PS/Açores recorda que estes instrumentos "têm sido fundamentais para projetar o nome dos Açores a nível nacional e internacional, contribuindo para a visibilidade da região e para a atividade económica associada ao turismo, ao desporto e aos eventos", defendendo que qualquer eventual reformulação do modelo de apoios deve ser feita com "diálogo e previsibilidade". “O que está em causa é assegurar estabilidade, previsibilidade e respeito pelas decisões do parlamento”, disse Berto Messias.