PS acompanha iniciativa do PSD na AR sobre trabalhadores açorianos da Cofaco
17 de set. de 2020, 17:49
— Lusa/AO Online
Em
maio de 2018, a conserveira Cofaco, dona do atum Bom Petisco, encerrou a
fábrica da ilha do Pico, despedindo 162 trabalhadores, com o
compromisso de abrir uma nova fábrica até janeiro de 2020, com
capacidade inicial para 100 trabalhadores e a possibilidade de aumentar o
efetivo até 250.Dois meses depois, o PCP
apresentou um projeto de resolução, aprovado por unanimidade na
Assembleia da República, que recomendava ao Governo a criação de um
"regime especial e transitório de facilitação de acesso, majoração de
valor e prolongamento de duração de apoios sociais aos trabalhadores em
situação de desemprego" na ilha do Pico.A
proposta, entretanto integrada no Orçamento do Estado para 2020, também
por iniciativa dos comunistas, ainda não foi, no entanto, regulamentada.Hoje,
a Assembleia da República debateu um projeto de lei do PSD em que o
partido, pelo deputado Paulo Moniz, advogou ser necessário, "de uma vez
por todas, pôr mão a este assunto e ajudar as pessoas”.A
iniciativa social-democrata pretende a criação de um regime transitório
de apoio com prolongamento do prazo do subsídio de desemprego, com
majoração do apoio social RSI em 20% e do abono de família em 25%, até
janeiro de 2024, data em que se espera que a nova fábrica esteja em
laboração."Apesar da aparente unanimidade
em torno da resolução desta matéria, o Governo teima em ignorar um drama
real dos trabalhadores despedidos da fábrica da Cofaco no Pico. Está,
por isso, nas mãos dos partidos com assento neste parlamento, voltar a
este assunto dando-lhe força de lei e quantas vezes forem necessárias
para ajudar estas pessoas já que este Governo não se comove”, reforçou o
parlamentar açoriano.Pelo PS, João Castro
reconheceu a "necessidade premente de intervir" a favor dos
trabalhadores, daí que o grupo parlamentar acompanhará a iniciativa do
PSD na votação marcada para sexta-feira.CDS
e Bloco de Esquerda, pelos deputados João Almeida e Isabel Pires,
respetivamente, lembraram a dificuldade em encontrar alternativas
laborais no contexto específico do Pico, com a bloquista a sinalizar
ainda que há trabalhadores "em idades avançadas" e com dificuldades
acrescidas em encontrar novo posto laboral.Já
o PCP, pela deputada Alma Rivera, diz ter conhecimento de "famílias sem
rendimento nenhum", de "situações verdadeiramente dramáticas",
acrescentando que o partido irá "continuar a sua voz, cá e lá [Açores]"
para responder a esta situação.