Candidato do PS/Açores às eleições europeias defende o “desenvolvimento
de um plano europeu para a habitação acessível à escala europeia”.André
Rodrigues falava após visita a dois projetos de habitação, no concelho
da Lagoa, incluídos no Plano de Recuperação e Resiliência dos Açores.Na
ocasião, André Franqueira Rodrigues recordou que “a questão da
habitação é hoje um desafio em toda a União Europeia (UE)”, no entanto,
lamenta que o “aumento das necessidades habitacionais na Europa não tem
sido acompanhado por um aumento no apoio à habitação acessível”.“No
caso dos Açores, é verdade que o Plano de Recuperação e Resiliência tem
um montante significativo adstrito à questão da habitação - 67,5
milhões de euros -, mas os resultados são ainda muito limitados, muito
aquém dos próprios objetivos fixados pelo Governo, e as soluções custam
ao chegar ao dia a dia dos que procuram habitação acessível”, aponta,
citado em nota de imprensa.Neste sentido, o candidato que ocupa a
quinta posição da lista do PSàs europeias, salienta que este é uma das
“prioridades” do partido.“É por isso é que o PS inclui como uma das
prioridades do seu manifesto o desenvolvimento de um Plano Europeu para a
Habitação Acessível à escala europeia que concretize o direito à
habitação em condições dignas e a preços comportáveis, sobretudo para os
mais jovens e que estão a entrar no mercado”, explicou.Reconhecendo
que esta não é um competência exclusiva da UE, mas que antes recai
sobretudo sobre os Estados-membros, André Rodrigues referiu que a UE
também deve “encontrar respostas” para a habitação.“Quando novos
problemas surgem e dizem respeito ao conjunto dos nossos cidadãos – seja
aqui na Lagoa, como nas ilhas mais pequenas nos Açores ou mesmo nas
grandes metrópoles europeias – a UE não se deve escudar e deve encontrar
respostas. A habitação é uma dimensão fundamental da nossa capacidade
de atrair e fixar pessoas nos territórios”, realçou.No seu
manifesto, o PS defende a criação de um instrumento de investimento
permanente em habitação pública, por parte dos Estados-membros e a “a
reabilitação de áreas urbanas degradadas e a dinamização do mercado de
arrendamento e de habitação permanente, como forma de promover estilos
de vida mais autónomos para jovens.