Proveitos do alojamento turístico crescem 4,8% no 1.º trimestre para 956 ME
15 de mai. de 2025, 17:36
— Lusa/AO Online
De
acordo com as estatísticas da atividade turísticas publicadas pelo INE,
de janeiro a março os proveitos totais (resultantes de toda a atividade
do estabelecimento hoteleiro) atingiram 956,0 milhões de euros e os
relativos a aposento (apenas referentes às dormidas) totalizaram 699,5
milhões de euros, o que se traduziu em acréscimos homólogos de 4,8% e
4,3%, respetivamente (+11,7% e +12,1% no trimestre anterior).“No
primeiro trimestre de 2025, foi retomada a trajetória de abrandamento
do crescimento dos proveitos iniciada no primeiro trimestre de 2024 e
que apenas foi interrompida no quarto trimestre do ano anterior”, nota o
instituto estatístico.No período, o setor
do alojamento turístico registou 5,7 milhões de hóspedes (+2,3%) e 13,4
milhões de dormidas (-0,5%), indicadores que no último trimestre de
2024 tinha aumentado 6,6% e 4,6%, respetivamente.O
INE destaca que os mercados externos foram dominantes, representando
67,9% do total das dormidas, num total de 9,1 milhões (-2,3%). Ainda
assim, a dependência de mercados externos atingiu no primeiro trimestre o
valor mais baixo desde o terceiro trimestre de 2022, em que foi de
65,7%.Já as dormidas de residentes aumentaram 3,6% para 4,3 milhões.As
dormidas na hotelaria (82,5% do total) registaram um ligeiro aumento
(+0,1%), enquanto as dormidas nos estabelecimentos de alojamento local
(peso de 14,5% no total) decresceram 3,8% e as de turismo no espaço
rural e de habitação (quota de 3,0%) aumentaram 2,3%.O
INE ressalva que estes resultados foram pelo efeito do período de
férias associado à Pascoa, que este ano ocorreu em abril, enquanto em
2024 se concentrou, essencialmente, em março.No
primeiro trimestre, a Região Autónoma da Madeira foi a região que
apresentou, em termos de dormidas, maior dependência dos mercados
externos (85,2% do total), seguida pelo Algarve (81,2%).Em
sentido contrário, no Centro e Alentejo, as dormidas de não residentes
apresentaram menor expressão nos totais regionais (24,3% e 31,2%,
respetivamente).Por regiões, a Grande
Lisboa concentrou o maior número de dormidas até março (28,3% do total),
seguida do Algarve (18,6% do total) e do Norte (18,0%). As dormidas de
residentes concentraram-se mais no Norte (24,0% do total) e as dos não
residentes ocorreram, principalmente, na Grande Lisboa (32,9% do total).No
primeiro trimestre, o mercado britânico manteve a liderança,
respondendo por 16,0% do total das dormidas de não residentes, apesar da
queda de 4,8% face ao trimestre homólogo.Em
queda estiveram também as dormidas do mercado alemão, o segundo
principal mercado emissor (12,2% do total), que diminuíram 3,9%.
Seguiram-se os mercados espanhol e norte-americano (quota de 8,0% em
ambos), mas com evoluções distintas: o primeiro a diminuir 21,5% e o
segundo a crescer 1,5%.No grupo dos 10
principais mercados emissores no primeiro trimestre, o mercado polaco
registou o maior crescimento (+25,6%), seguido pelo canadiano (+6,4%).Espanha
foi o principal mercado externo em cinco regiões: Oeste e Vale do Tejo
(21,9% das dormidas de não residentes), Centro (20,5%), Alentejo
(18,1%), Norte (17,1%) e Península de Setúbal (15,3%).Já
o Reino Unido foi o principal mercado no Algarve (30,1%) e na Madeira
(26,0%) e os Estados Unidos foram o principal mercado externo nos Açores
(19,6%) e na Grande Lisboa (13,4%).As
várias regiões registaram evoluções distintas nas dormidas, ocorrendo
decréscimos em cinco, sendo que os maiores aumentos ocorreram na
Península de Setúbal (+7,3%) e nos Açores(+7,2%), enquanto o Algarve
registou o maior decréscimo (-5,5%), seguido do Oeste e Vale do Tejo
(-4,0%).No conjunto dos estabelecimentos
de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto disponível
(RevPAR) atingiu 40,8 euros no primeiro trimestre, registando um aumento
de 2,9% (+8,4% no trimestre anterior). O rendimento médio por quarto
ocupado (ADR) atingiu 91,6 euros (+3,0%, após +6,3% no trimestre
anterior).O valor de RevPAR mais elevado
foi registado na Madeira (72,8 euros), onde ocorreu também o maior
aumento (+20,8%), seguindo-se a Grande Lisboa (68,5 euros), sem
alteração face ao período homólogo. Esta última destacou-se ainda com o
valor mais elevado de ADR (115,6 euros), seguida da Madeira (103,2
euros), que apresentou também neste indicador o maior crescimento
(+15,9%).Considerando a generalidade dos
meios de alojamento (estabelecimentos de alojamento turístico, campismo e
colónias de férias e pousadas da juventude), registaram-se 5,9 milhões
de hóspedes e 14,3 milhões de dormidas no primeiro trimestre (+1,7% e
-0,8%, respetivamente).