Provedora defende censos de animais de companhia nos Açores
Hoje 16:23
— Lusa/AO Online
“Propomos a realização de uma campanha
universal, em todos os concelhos dos Açores, de identificação e registo
de todos os animais de companhia. Uma ação porta a porta, com a presença
da GNR e das entidades municipais”, explicou a provedora, durante uma
audição na Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável, reunida em Ponta Delgada.A
audição parlamentar, que ocorreu a propósito de uma proposta
apresentada por António Lima, deputado único do Bloco de Esquerda no
parlamento açoriano, que pretende reforçar as medidas de controlo da
população de animais de companhia e errantes nas ilhas.“A
realização de tal iniciativa teria o mérito de combater o abandono
animal, sensibilizar para o bem-estar animal e tornar os detentores mais
responsáveis”, justificou Dagmar Sampaio, que apresentou várias
propostas de alteração à iniciativa apresentada pelo BE.A
provedora do Animal nos Açores defendeu também que é necessário
realizar uma campanha alargada de esterilização dos animais de companhia
em todo o arquipélago, em simultâneo com a campanha de identificação,
para tornar ambas as iniciativas mais eficazes.“Incrementar,
ainda mais, estas campanhas de esterilização, é importante, mas por si
só, não terá o efeito desejado”, realçou Dagmar Sampaio, recordando que
“muitos dos detentores ainda têm em sua posse animais de companhia não
identificados, não aderem a estas campanhas e, em muitos casos, quando,
por qualquer razão, já não querem os animais, abandonam-nos”.Na
sua opinião, as alterações que forem introduzidas ao decreto
legislativo regional que estabelece medidas de controlo da população de
animais de companhia no arquipélago, devia também incluir algumas
restrições ao número de cães de caça permitidos em cada prédio.“Os
criadores de animais e detentores de cães de caça, que detenham, a
qualquer título, um número de animais superior a três, num prédio
urbano, ou superior a seis em prédios rústicos, ou mistos, ficam
sujeitos a vistoria do município competente, destinada a verificar as
condições de alojamento existentes”, adiantou a provedora.A
proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda pretende aperfeiçoar os
instrumentos de gestão pública, reforçar a responsabilização dos
detentores, melhorar a articulação entre entidades públicas e sociedade
civil e promover práticas mais éticas, eficientes e sustentáveis de
controlo populacional.“Pretende-se,
simultaneamente, assegurar maior transparência, rigor e eficácia na
implementação das políticas de proteção animal”, pode ainda ler-se no
preâmbulo da iniciativa, que está em discussão na Assembleia Legislativa
dos Açores.