Protesto nacional começa hoje em Lisboa, Setúbal e Santarém
Professores/Greve
1 de out. de 2018, 06:00
— Lusa/AO Online
A
greve foi convocada por 10 estruturas sindicais de professores no dia
em que o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, esteve no
parlamento, a pedido do PCP, para debater o arranque do ano letivo. As
negociações para a recuperação do tempo de serviço congelado foi um dos
temas que marcou o debate com os deputados do PCP, Bloco de Esquerda e
Os Verdes a defenderem a recuperação integral, para efeitos de contagem
de tempo de carreira, dos anos de serviço que trabalharam. De
acordo com a plataforma que reúne todos os sindicatos de professores, à
exceção do recém-criado Sindicato de Todos os Professores (S.T.O.P), os
docentes que queiram podem fazer greve na totalidade ou em apenas
alguns destes dias.Hoje,
a greve deverá afetar sobretudo as escolas dos distritos de Lisboa,
Setúbal e Santarém, e na terça-feira os distritos Portalegre, Évora,
Beja e Faro.No
dia 3 de outubro, o protesto afetará Coimbra, Aveiro, Leiria, Viseu,
Guarda e Castelo Branco e no dia 4 Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila
Real e Bragança. Os
professores dos Açores assim como os docentes em exercício de funções
no Ensino Português no Estrangeiro também participam na contestação.Os
motivos da greve prendem-se não apenas com a recuperação integral do
tempo de serviço, mas também com a necessidade de resolver a questão da
aposentação, da sobrecarga horária e da precariedade. Os sindicatos lembram que neste caso não há lugar à fixação de serviços mínimos.