Proteção Civil em condições para colocar em prontidão meios de combate
27 de abr. de 2023, 18:52
— Lusa
“A
Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) tem emitido
sistemas de alerta e colocado em prontidão meios humanos e materiais em
pré-posicionamento para dar resposta às necessidades que se venham a
colocar. É isso que podemos garantir, ou seja, a ANEPC tem condições
para pré-posicionar e mobilizar meios para as circunstâncias que venham a
acontecer no país”, disse aos jornalistas José Luís Carneiro, quando
questionado sobre a possibilidade de ocorrências de incêndios rurais
devido às altas temperaturas para a época.À
margem da cerimónia de apresentação do programa de aquisição das
câmaras portáteis de uso individual para as forças de segurança, as
chamadas ‘bodycams’, que decorreu no Ministério da Administração Interna
(MAI), o governante precisou que “há sempre condições para
pré-posicionar e mobilizar meios nos territórios considerados de maior
risco ou onde ocorram ignições que justifiquem esse pré-posicionamento e
mobilização de meios”.José Luís Carneiro recordou que esse reforço “já foi feito nas últimas semanas” quando se registaram também temperaturas altas.O
primeiro reforço de meios no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a
Incêndios Rurais (DECIR) deste ano está previsto para 15 de maio. Questionado
sobre os resultados dos concursos públicos que terminaram em meados de
abril sobre o aluguer de meios aéreos, designadamente para 33
helicópteros ligeiros e aviões anfíbios pesados, o ministro respondeu
que se deve aguardar pela conclusão destes procedimentos.“Vamos
aguardar que se concluam os procedimentos dos concursos que têm vindo a
ser realizados. No fim das datas previstas para esses procedimentos
teremos de comunicar os termos em que conseguimos no mercado mobilizar
os meios aéreos para as necessidades identificadas”, afirmou.O DECIR de 2023 prevê 72 aviões, mais 12 do que em anos anteriores, mas este número depende dos concursos públicos.A
Lusa já questionou há mais de uma semana a Força Aérea sobre os
resultados destes concursos, mas ainda não obteve qualquer resposta.O
ministro voltou a lembrar que este ano será “ainda mais exigente do que
foi 2022” e apelou aos proprietários para que limpem os terrenos em
torno do edificado até ao próximo domingo.Questionado
sobre a possibilidade do prazo ser alargado, José Luís Carneiro
sublinhou que essa não é uma responsabilidade exclusiva do ministro da
Administração Interna, sendo uma avaliação feita no âmbito do sistema
integrado de gestão dos fogos rurais.