Proteção Civil autorizada a avançar com contratação de 500 bombeiros
Incêndios
19 de ago. de 2022, 17:07
— Lusa/AO Online
"A
ANEPC fica com autorização para avançar com a contratação de mais 100
equipas de bombeiros, o que significa mais 500 homens, tendo em vista
reforçar os meios humanos e permitir que esta reposição de meios
mantenha o vigor e a eficácia que tem existido até agora", afirmou José
Luís Carneiro, sublinhando que 90% dos incêndios têm sido debelados em
90 minutos.Em conferência de imprensa
realizada na sede da ANEPC, em Carnaxide (Oeiras), o ministro realçou
também a antecipação de pagamentos às corporações de bombeiros, num
montante que ascende a mais de um milhão de euros."Decidimos
antecipar os pagamentos às corporações de bombeiros que têm tido o
esforço de integração no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios
Rurais (DECIR)", referiu José Luís Carneiro."Esse
esforço de antecipação vai ser realizado por parte da ANEPC, tendo em
vista garantir que as associações humanitárias que têm corporações de
bombeiros integradas no DECIR [Dispositivo Especial de Combate a
Incêndios Rurais] mantêm condições de decisão e operacionalidade que são
indispensáveis para esta fase que se inicia após este período que
tivemos desde o início de julho até hoje", disse.O
ministro da Administração Interna falava aos jornalistas depois de ter
participado na reunião do Centro de Coordenação Operacional Nacional da
Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, acompanhado da
secretária de Estado da Proteção Civil, e no final de uma reunião por
videoconferência com membros de várias áreas governativas em que se
decidiu decretar situação de alerta entre domingo e terça-feira.A
propósito das medidas de reforço dos corpos de bombeiros, José Luís
Carneiro explicou que a contratação de mais elementos serve sobretudo
para reforçar os recursos humanos das associações humanitárias que
incorporam o maior número de elementos no DECIR. Por
outro lado, o ministro reconheceu também uma dificuldade que se tem
verificado recentemente na mobilização dos elementos dos corpos de
bombeiros voluntários e que trabalham nos setores público ou privado. Para
fazer face a esses constrangimentos, durante a situação de alerta esses
bombeiros poderão estar disponíveis para o combate aos incêndios
sem necessidade de um regime de autorização da entidade patronal. De
acordo com o governante, a medida permitirá "agilizar a capacidade de
mobilização desses meios para o dispositivo dos bombeiros". O
território continental vai estar em situação de alerta entre os dias 21
e 23 de agosto devido ao risco de incêndios e a situação vai ser
reavaliada na segunda-feira ao fim dia. Mais
de 70 concelhos da região Centro do país e do Algarve estão hoje em
risco máximo de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da
Atmosfera (IPMA), que prevê a continuação da subida da temperatura
máxima.