Proposta temática do congresso do PSD/Açores alerta para “irresponsabilidade” de “crise política”
13 de jul. de 2022, 16:48
— Lusa/AO online
“Os
açorianos responsabilizarão eleitoralmente os partidos que criarem uma
crise política artificial, que atrasará a execução do PRR [Plano de
Recuperação e Resiliência] e a definição das prioridades para o PO
[Programa Operacional] Açores 2030, comprometendo a desejada recuperação
económica”, alerta o subscritor do documento, Pedro Gomes, antigo
deputado do PSD na Assembleia Legislativa Regional e na Assembleia da
República.O texto integra uma das nove
propostas temáticas apresentadas ao congresso que se prolonga até
domingo, em Ponta Delgada, contando com a participação de 240
congressistas que vão eleger os novos órgãos regionais do PSD/Açores,
liderados por José Manuel Bolieiro.“O PSD é
o garante da estabilidade governativa dos Açores, contra os arautos da
instabilidade”, que visam “apenas a obtenção de incertos ganhos
partidários”, é acrescentado na proposta, disponível ‘online’ no site do
partido.José Manuel Bolieiro, também
presidente do Governo Regional, mantém, desde as eleições regionais de
2020, um acordo de governação com CDS-PP e PPM, ao passo que a coligação
assinou acordos de incidência parlamentar com o Chega e com o deputado
independente (ex-Chega) e o PSD com a Iniciativa Liberal (IL).PSD,
CDS-PP e PPM representam 26 deputados dos 57 deputados do parlamento
açoriano e precisam dos três acordos para uma maioria absoluta no
parlamento (29 votos).Na proposta é
salientado que “o PSD assegura a governabilidade dos Açores, assente nos
acordos de coligação e de incidência parlamentar”, bem como “na
confiança e lealdade recíprocas entre os parceiros de coligação”,
permitindo “uma governação de mudança de políticas e de renovada
esperança nos Açores”.“Servir os açorianos está acima dos interesses partidários”, é sustentado na proposta, intitulada Um Tempo de Esperança.Quanto à coligação de governo, é apresentada como “a estratégia de governação que o PSD preconiza para o futuro”.“Num
momento em que ainda se vive em situação pandémica e na maior crise dos
últimos 70 anos, criar uma artificial crise política ou uma situação de
instabilidade é uma irresponsabilidade política que os eleitores
penalizarão nas urnas”, lê-se no documento.Nas
eleições legislativas regionais de 2020, os açorianos “fizeram uma
escolha política muito clara”, não dando ao PS “uma maioria absoluta,
repetidamente pedida por este partido durante a campanha eleitoral, e
elegeram a Assembleia Legislativa mais plural da história”, é ainda
recordado.Para o congresso que começa
pelas 20:00 de sexta-feira, no Pavilhão do MAR, foram entregues nove
propostas temáticas: “25 Congressos – A Caminho dos 50 Anos”, subscrita
por José Andrade; “Pela Valorização do Poder Local”, subscrita por Pedro
Nascimento Cabral; “As transições Europeias: melhoria de representação,
influência, contributos e os desafios a curto e médio prazo numa Europa
marcada pela guerra”, subscrita por Paulo Nascimento Cabral; e, entre
outras, “Melhor Parlamento – Mais Democracia”, subscrita pelo líder
parlamentar regional João Bruto da Costa.No
sábado, vão ser “debatidas e votadas as propostas temáticas, sendo
também eleitos os novos órgãos regionais do partido”, indica o PSD
regional em comunicado.A sessão de
encerramento está marcada para domingo, a partir das 10:30, com
intervenções do secretário-geral do PSD/Madeira, José Prada, do
presidente do PSD nacional, Luís Montenegro, e do presidente do
PSD/Açores, José Manuel Bolieiro.José
Manuel Bolieiro foi, no início de junho, eleito para um segundo mandato à
frente do partido, alcançando 99% dos votos nas eleições diretas em que
participaram 1.778 militantes.