Proposta para ginecologia e obstetrícia em discussão pública até 14 de agosto
1 de ago. de 2025, 16:46
— Lusa/AO Online
De acordo com a
entidade, a discussão pública ocorre em cumprimento do despacho que
prevê a revisão das Redes de Referenciação Hospitalar (RRH) “de forma a
existir transparência no processo e o envolvimento dos profissionais e
das lideranças”.A DE-SNS indica que todas
as sugestões para melhorar o documento devem ser remetidas através do
respetivo formulário (https://forms.office.com/e/zKmVSnQsV7).No
início de maio, a ministra da saúde disse que a nova rede de
referenciação para obstetrícia e ginecologia não prevê encerrar
serviços, mas identificou fragilidades em duas unidades, acrescentando
que estão também previstos novos Centros de Responsabilidade Integrada
para os serviços “mais deficitários”.“Naquele
documento não há, em nenhum momento, uma proposta dos peritos no
sentido de se encerrar [serviços], nomeadamente duas Unidades que têm
tido mais dificuldade em dar resposta”, disse Ana Paula Martins aos
jornalistas.A ministra tinha sido
questionada sobre a notícia, avançada pelo semanário Expresso, de que o
plano para a obstetrícia proposto por um grupo de 20 peritos prevê o
fecho dos blocos de partos do Barreiro e de Vila Franca de Xira.A
governante referiu que era “um documento de referenciação”, que
caracteriza “os serviços que podem e devem ser feitos” para garantir a
segurança das mães e dos bebés e da atuação dos profissionais.A
ministra adiantou, ainda, que a proposta, elaborada pela Comissão de
Saúde Materna, da Criança e do Adolescente e que é agora colocada em
discussão pública, identificou fragilidades nas unidades hospitalares do
Barreiro e de Vila Franca de Xira, as quais podem comprometer o normal
funcionamento do serviço de urgências.A proposta define três níveis para as unidades hospitalares. Os hospitais de nível um deverão ter um serviço de obstetrícia e ginecologia adequado à resolução de patologia não-complexa. “Poderá
haver hospitais de nível I sem urgência de obstetrícia e
ginecologia/bloco de partos, nem internamento de Obstetrícia. Nestas
situações, os hospitais apenas asseguram a atividade programada de
ginecologia e obstetrícia”, lê-se.No
âmbito da ginecologia oncológica estes hospitais devem garantir os meios
necessários para o diagnóstico e estadiamento de tumores.Os
de nível dois “deverão ter pelo menos 1.000 partos anuais, um serviço
de obstetrícia e ginecologia com capacidade de assegurar todos os
cuidados de saúde descritos para os Hospitais de Nível I (para a
população da sua área de influência direta)”.Também
devem ter os cuidados necessários para a resolução de patologia
obstétrica e ginecológica mais complexa, com acesso a uma Unidade de
Cuidados Intensivos de Adultos.Já os
hospitais de terceiro nível deverão ter pelo menos 1.500 partos anuais e
serem sediados em Hospitais Universitários, integrados em Centros
Académicos Clínicos, onde existe ensino pré e pós-graduado em
obstetrícia e ginecologia. Estas unidades
hospitalares devem ter um departamento de obstetrícia e ginecologia, um
serviço de obstetrícia e um serviço de ginecologia.