Promotor do Mundial de Fórmula 1 admite interesse de Portugal mas será “difícil”
5 de set. de 2025, 16:56
— Lusa/AO Online
Em
declarações aos jornalistas, à margem do Grande Prémio de Itália, que
se disputa em Monza este fim de semana, Stefano Domenicalli, presidente
executivo da Fórmula 1, disse que “há muitos pedidos” para integrar o
calendário mundial.Imola (Itália) recebeu
este ano o seu último Grande Prémio e Zandvoort (Países Baixos) acaba
contrato em 2026. Mesmo Barcelona procura um novo local.Com
o calendário já preenchido por 24 eventos, o máximo permitido pelo
Pacto de Concórdia entre promotor do campeonato e as equipas, serão
poucas as novidades a introduzir nos próximos anos.“Há
Portugal, Turquia e, recentemente, Hockenheim [na Alemanha]
demonstraram interesse. A coisa mais importante que os possíveis
anfitriões devem entender é que há pouquíssimas vagas disponíveis.
Portanto, aqueles que se sentam à mesa precisam de ter poder
financeiro”, sublinhou Domenicalli.O mesmo responsável aponta para a necessidade de apoio estatal como suporte."Hoje,
a situação é diferente de há alguns anos, não apenas pelo que é
necessário para entrar na Fórmula 1, mas também pelo que deve ser
investido. Não podemos esquecer-nos de que estamos a pressionar muito
pela sustentabilidade: todos os promotores devem estar prontos para
cumprir os padrões de neutralidade carbónica a partir de 2030", frisou.Além disso, “os eventos que recebem de 450 a 500 mil pessoas enfrentarão desafios em termos de energia”.“Estamos
a trabalhar seriamente nessas questões e os promotores devem
alinhar-se. Aqueles que não estiverem prontos não conseguirão organizar o
evento", garantiu Domenicalli.Segundo
revelou o italiano, alguns dos países interessados incluem ainda a
Arábia Saudita [para um segundo evento], bem como novos destinos no
Ruanda e na Tailândia, que estarão adiantados face a Portugal e da
Turquia. Outras corridas terão de entrar em acordos de "rotação" para
abrir caminho para estes novos eventos, incluindo o português.“É
muito difícil. Além de alguns, poucos, casos, devo dizer que cerca de
90% dos promotores recebem contribuições dos seus governos ou de
entidades públicas. Sem esse apoio, é muito difícil", concluiu.A 14 de agosto, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, garantiu, na Festa
do Pontal, que estava tudo encaminhado para o regresso do Grande Prémio
de Portugal ao Algarve.