Projetos em que a EDA está envolvida

Hoje 10:58 — Rui Jorge Cabral

Conforme explica a EDA em informação enviada ao Açoriano Oriental, o projeto Green Hysland é financiado pela União Europeia e tem como objetivo implementar um ecossistema de hidrogénio totalmente integrado e funcional em Maiorca, a maior das Ilhas Baleares, em Espanha. Este projeto, explica a EDA, “reúne todos os elementos centrais da cadeia de valor do hidrogénio: produção, infraestrutura de distribuição e utilização final do hidrogénio verde nos setores da mobilidade, do aquecimento e da eletricidade”. O objetivo é estabelecer a base para o primeiro centro de hidrogénio em larga escala no sul da Europa, fornecendo um modelo operacional para a descarbonização de economias insulares e para a transição energética europeia rumo à neutralidade carbónica em 2050. A EDA é uma das empresas que irá estudar a replicação nos Açores do modelo que vier a ser implementado em Maiorca. A EDA recorda ainda que em 2025 integrou este programa “no sentido de desenvolver um estudo de pré-viabilidade para aplicações de hidrogénio verde relevantes no contexto insular na ilha de Santa Maria, como transportes locais e marítimos, edifícios, armazenamento, turismo ou indústria”. Contudo, a EDA participa igualmente no projeto LIFE IP Climaz nas ações C.9.5 e C.9.2. A primeira destas ações tem como objetivo central avaliar de forma sistemática e comparativa a solução tecnológica mais viável para “o armazenamento massivo de energia em cada uma das ilhas dos Açores, com vista ao aumento da integração de fontes de energia renovável e à redução das emissões de gases com efeito de estufa”, refere a EDA. O armazenamento de energia é um elemento-chave para viabilizar níveis mais elevados de penetração de energias renováveis, “garantindo a estabilidade, a segurança e a flexibilidade da operação dos sistemas elétricos”. Nesse sentido, explica ainda a EDA em informação enviada ao Açoriano Oriental, a ação C.9.5 pretende identificar e comparar diferentes tecnologias de armazenamento, incluindo soluções convencionais e inovadoras e determinar a solução ou conjunto de soluções mais adequadas a cada ilha, em função de critérios técnicos, económicos, ambientais e operacionais. E pretende também “apoiar a definição de uma estratégia regional de armazenamento de energia, integrada nos planos de transição energética dos Açores”. Para tal, será realizado um diagnóstico por ilha sobre as necessidades e oportunidades de armazenamento de energia para, a partir daí, ser identificada a solução tecnológica mais viável ou combinação de soluções para cada sistema elétrico insular.Relativamente à ação C.9.2, esta pretende o desenvolvimento de um projeto-piloto para testar o uso de combustíveis alternativos de baixo carbono.Conforme explica a EDA em informação enviada ao Açoriano Oriental, “pretende-se perceber que tipo de adaptações terão de ser desenvolvidas nos motores atuais para conversão do uso de combustíveis fósseis para combustíveis alternativos de baixo teor de carbono”. Finalmente e ao nível do Programa Operacional Açores 2030, a EDA está a desenvolver o Projeto Hidrogénio Verde, que visa “o estudo da utilização de energia geotérmica excedentária para produção de hidrogénio”. Este projeto-piloto permitirá “avaliar a viabilidade técnica e económica do aproveitamento para a produção de hidrogénio da energia elétrica de origem geotérmica excedentária nas horas de menor procura, o qual será depois transformado de novo em energia elétrica, a injetar na rede nas horas de maior procura, ou consumido diretamente na indústria ou transportes”. Transição energética Através do desenvolvimento destes projetos, a EDA pretende posicionar-se “como um agente ativo na transição energética dos Açores, desenvolvendo e avaliando soluções que conciliem inovação, segurança de abastecimento e sustentabilidade, num contexto insular particularmente exigente”.Por isso, conclui a EDA, “a aposta em vetores como o hidrogénio verde e os combustíveis sintéticos é entendida como uma opção estratégica, que visa reforçar a autonomia energética da Região, reduzir a exposição à volatilidade dos mercados internacionais de combustíveis fósseis e assegurar uma transição progressiva e tecnicamente sustentada dos sistemas energéticos insulares”.Ao Açoriano Oriental, a EDA explica ainda que “a concretização destas soluções dependerá de fatores como a evolução tecnológica, as condições económicas e a maturação das cadeias de valor associadas, sendo estes projetos atualmente objeto de estudo e desenvolvimento gradual por parte da EDA”.