Conforme explica a EDA em informação enviada ao
Açoriano Oriental, o projeto Green Hysland é financiado pela União
Europeia e tem como objetivo implementar um ecossistema de hidrogénio
totalmente integrado e funcional em Maiorca, a maior das Ilhas Baleares,
em Espanha. Este projeto, explica a EDA, “reúne todos os elementos
centrais da cadeia de valor do hidrogénio: produção, infraestrutura de
distribuição e utilização final do hidrogénio verde nos setores da
mobilidade, do aquecimento e da eletricidade”. O objetivo é
estabelecer a base para o primeiro centro de hidrogénio em larga escala
no sul da Europa, fornecendo um modelo operacional para a
descarbonização de economias insulares e para a transição energética
europeia rumo à neutralidade carbónica em 2050. A EDA é uma das empresas que irá estudar a replicação nos Açores do modelo que vier a ser implementado em Maiorca. A
EDA recorda ainda que em 2025 integrou este programa “no sentido de
desenvolver um estudo de pré-viabilidade para aplicações de hidrogénio
verde relevantes no contexto insular na ilha de Santa Maria, como
transportes locais e marítimos, edifícios, armazenamento, turismo ou
indústria”. Contudo, a EDA participa igualmente no projeto LIFE IP Climaz nas ações C.9.5 e C.9.2. A
primeira destas ações tem como objetivo central avaliar de forma
sistemática e comparativa a solução tecnológica mais viável para “o
armazenamento massivo de energia em cada uma das ilhas dos Açores, com
vista ao aumento da integração de fontes de energia renovável e à
redução das emissões de gases com efeito de estufa”, refere a EDA. O
armazenamento de energia é um elemento-chave para viabilizar níveis
mais elevados de penetração de energias renováveis, “garantindo a
estabilidade, a segurança e a flexibilidade da operação dos sistemas
elétricos”. Nesse sentido, explica ainda a EDA em informação enviada
ao Açoriano Oriental, a ação C.9.5 pretende identificar e comparar
diferentes tecnologias de armazenamento, incluindo soluções
convencionais e inovadoras e determinar a solução ou conjunto de
soluções mais adequadas a cada ilha, em função de critérios técnicos,
económicos, ambientais e operacionais. E pretende também “apoiar a
definição de uma estratégia regional de armazenamento de energia,
integrada nos planos de transição energética dos Açores”. Para tal, será
realizado um diagnóstico por ilha sobre as necessidades e oportunidades
de armazenamento de energia para, a partir daí, ser identificada a
solução tecnológica mais viável ou combinação de soluções para cada
sistema elétrico insular.Relativamente à ação C.9.2, esta pretende o
desenvolvimento de um projeto-piloto para testar o uso de combustíveis
alternativos de baixo carbono.Conforme explica a EDA em informação
enviada ao Açoriano Oriental, “pretende-se perceber que tipo de
adaptações terão de ser desenvolvidas nos motores atuais para conversão
do uso de combustíveis fósseis para combustíveis alternativos de baixo
teor de carbono”. Finalmente e ao nível do Programa Operacional
Açores 2030, a EDA está a desenvolver o Projeto Hidrogénio Verde, que
visa “o estudo da utilização de energia geotérmica excedentária para
produção de hidrogénio”. Este projeto-piloto permitirá “avaliar a
viabilidade técnica e económica do aproveitamento para a produção de
hidrogénio da energia elétrica de origem geotérmica excedentária nas
horas de menor procura, o qual será depois transformado de novo em
energia elétrica, a injetar na rede nas horas de maior procura, ou
consumido diretamente na indústria ou transportes”. Transição energética Através
do desenvolvimento destes projetos, a EDA pretende posicionar-se “como
um agente ativo na transição energética dos Açores, desenvolvendo e
avaliando soluções que conciliem inovação, segurança de abastecimento e
sustentabilidade, num contexto insular particularmente exigente”.Por
isso, conclui a EDA, “a aposta em vetores como o hidrogénio verde e os
combustíveis sintéticos é entendida como uma opção estratégica, que visa
reforçar a autonomia energética da Região, reduzir a exposição à
volatilidade dos mercados internacionais de combustíveis fósseis e
assegurar uma transição progressiva e tecnicamente sustentada dos
sistemas energéticos insulares”.Ao Açoriano Oriental, a EDA explica
ainda que “a concretização destas soluções dependerá de fatores como a
evolução tecnológica, as condições económicas e a maturação das cadeias
de valor associadas, sendo estes projetos atualmente objeto de estudo e
desenvolvimento gradual por parte da EDA”.