Projeto nacional de inclusão de migrantes abrange os Açores
14 de jul. de 2025, 09:12
— Carolina Moreira
Segundo o comunicado, no balanço do primeiro semestre de 2025,
destacaram-se ações concretas junto de 12 escolas, dezenas de municípios
e centenas de participantes em sessões de auscultação, de onde se
destaca São Jorge.“O projeto ‘Escola Sem Fronteiras’, que ouviu 220
alunos, entre os quais 132 jovens migrantes de 28 nacionalidades, bem
como professores, técnicos e encarregados de educação, em sessões
imersivas de dois dias por escola” incluiu “rodas de conversa, sessões
de escuta e encontros de balanço”, com visitas que abrangeram escolas de
Lisboa, Braga, Covilhã, Odemira, Albufeira e São Jorge.“Neste
primeiro semestre conseguimos não só ouvir, mas criar as condições para
que essas vozes passem realmente à ação. O que nos move é a convicção de
que soluções sustentáveis nascem da escuta qualificada e da construção
conjunta com quem vive os desafios no terreno: jovens, técnicos,
decisores e comunidades”, salientou Ísis Capucha, gestora de projeto
ComParte. Para o segundo semestre, “acreditamos que estas escutas
têm de gerar transformação e que a mudança se faz de forma partilhada,
com confiança, proximidade e visão”, realçou.De acordo com a nota de
imprensa, já no âmbito do projeto “In Loco – Integration in Local
Communities”, a ser implementado em 11 territórios europeus, incluindo
em Braga e Castelo Branco, foram realizados ‘focus groups’ com migrantes
e profissionais da área das migrações, abrangendo temas como saúde,
habitação, emprego, educação e integração em territórios rurais. As
sessões envolveram mais de 45 participantes de 10 nacionalidades,
revelando desafios estruturais e apontando caminhos para melhorias
concretas.Estão também em curso formações para pessoas migrantes e
refugiadas, bem como para técnicos e profissionais, com base numa
metodologia desenvolvida pelo parceiro grego Second Tree, e o lançamento
do manual de boas práticas de integração a nível europeu está previsto
para outubro.O projeto ComParte reafirma-se no envolvimento de
jovens e pessoas migrantes, na recolha e valorização dos seus inputs,
experiências e recomendações, assim como no reforço da coesão social,
com impacto direto em políticas públicas e estratégias educativas e de
integração, destaca a nota.