Projeção aponta para menos de dois mil novos casos diários no Natal se se mantiverem regras
Covid-19
3 de dez. de 2020, 17:23
— Lusa/AO Online
Neste
momento regista-se uma redução de 2,7% de novos casos diários, segundo
dados avançados hoje pelo professor e epidemiologista Manuel do Carmo
Gomes, durante uma reunião de avaliação da situação epidemiológica em
Portugal.Manuel do Carmo Gomes defendeu
que a tendência de diminuição de novos casos se vai manter, apontando
para uma redução diária a rondar os 2,5%. “Penso
que está ao nosso alcance”, afirmou, sublinhando que para isso é
preciso manter a “disciplina e medidas” para que não seja alterada a
tendência que se vem registando.“Com uma
redução média diária de 2,5%, teríamos um Natal com menos de dois mil
casos por dia”, disse o especialista, que projetou três cenários
possíveis para os tempos mais próximos.O
cenário “menos otimista” prevê uma descida de novos casos a rondar uma
média diária de 2%, enquanto o “mais otimista" estima uma redução de
3,5%.Para Manuel do Carmo Gomes, o mais realista é aquele que aponta para uma descida de 2,5% de novos casos diários.Tendo
em conta apenas esta última hipótese, o especialista explicou que as
contas são feitas a partir do pico de novos casos, que ocorreu nos dias
19 e 20 de novembro, quando se registaram quase seis mil novos doentes
covid.Assim, a 18 de dezembro seria
possível voltar a ter uma média diária de três mil novos casos de
infeção, porque são precisos 28 dias a descer a uma média de 2,5%.O
epidemiologista afirmou ainda que tanto a tendência de contágios (Rt)
como a taxa média de novos casos por dias “estão a descer”, mas advertiu
que é preciso manter as medidas de contenção“Logo
que aliviamos a mola, a mola volta a subir, e provavelmente vai ser
assim até conseguirmos vacinar uma parte significativa da população”,
afirmou.Manuel do Carmo Gomes lembrou o
sucesso registado em países que “implementaram medidas muito fortes de
confinamento”, semelhantes às aplicadas em abril em Portugal.A
Áustria, por exemplo, conseguiu reduzir em 21 dias o número de novos
casos para metade e a França conseguiu o mesmo feito em apenas 13 dias.Por
outro lado, se não se mantiver a “disciplina e medidas”, o país poderá
repetir o que aconteceu na Holanda ou na República Checa, que assim que
aliviaram as medidas viram disparar o número de casos.