Programas olímpico e paralímpico ‘rendem’ quase 7 ME ao desporto português em 2022
14 de fev. de 2023, 08:53
— Lusa/AO Online
Segundo um quadro
anexo a uma resposta do Governo ao grupo parlamentar do PS sobre o
assunto, nota para o valor de 6.960.399 euros, quase sete ME, atribuído
no ano passado à ‘missão’ para Paris2024, entre verbas executadas
diretamente por Comité Olímpico de Portugal (COP) e Comité Paralímpico
de Portugal (CPP) e os valores destinados a federações.O
valor executado pelos comités em 2022, ano que inclui, entre outras
competições, os Jogos Olímpicos de Inverno Pequim2022 e os Jogos
Mundiais (evento de modalidades não olímpicas sob a égide do COP),
ascende a pouco mais de 1,2 ME.Os cerca de
5,8 ME atribuídos às federações dividem-se entre apoio aos programas
olímpico e paralímpico, no primeiro ano após fechar o ciclo de
Tóquio2020, adiado para 2021 devido à pandemia de covid-19.No
topo, com 1.146.978 euros, está o atletismo, entre 820 mil atribuídos
ao ciclo olímpico e 326 mil para os paralímpicos, com larga distância
para a segunda federação com maior valor de financiamento, a natação,
que ‘recolhe’ 599 mil euros (348 mil para olímpicos, 252 mil para
paralímpicos).O judo recolhe pouco mais de
589 mil, fechando o ‘pódio’ do financiamento do Governo de forma direta
ao próximo ciclo, no primeiro ano, em todos os casos com verbas
ligeiramente superiores às atribuídas em 2021, ano da realização de
Tóquio2020.A canoagem surge no quarto
lugar, com 542 mil, 117 mil destas verbas para a paracanoagem, de 593
mil que a modalidade recebeu em 2021, e o ténis de mesa regista um
crescimento acentuado de 2021 para 2022, passando de 235 mil para 327
mil.Entre as modalidades que voltaram em
2022 a ser financiadas ao abrigo dos programas para Paris2024, estão o
tiro com arco, com 13.600 euros, e a dança desportiva, por causa do novo
desporto olímpico, o breaking, com 55.600 euros.Em
sentido inverso, karaté e taekwondo, que figuravam no ciclo olímpico
relativo a Tóquio2020, estão para já ‘em branco’ para Paris2024, o que
acontece também com o pentatlo moderno e a esgrima, que já não tinham
sido apoiadas ao abrigo do programa olímpico em 2021.Em
31 de janeiro, o gabinete da ministra Adjunta e dos Assuntos
Parlamentares, Ana Catarina Mendes, que tem a tutela do Desporto, deu
conta de que o financiamento ao desporto em 2022 ascendeu a 162,6 ME,
sem contar com estes programas.Somando as
verbas relativas ao financiamento de atividades regulares das federações
e aos programas olímpico e paralímpico, o valor total é de 41,5 ME, a
que se somam depois outros financiamentos, como o atribuído pelo
Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).Segundo
esta tabela, constata-se que a Federação Portuguesa de Atletismo
continua no topo, com um ‘bolo’ total superior a 4,4 ME, e, em segundo
lugar, sem verbas relativas a Paris2024, está o futebol, com 3,3 ME.A
natação mantém-se nos três primeiros lugares, com um valor superior a
3,2 ME, e o andebol ‘sobe’ para terceiro, com 3,1 ME - segue-se outra
modalidade sem apoios para Paris2024, o basquetebol (2,4 ME).O
mesmo se verifica no voleibol, com pouco mais de 2,1 ME, e o râguebi,
com 1,1 ME, além de uma série de modalidades que não constam no programa
olímpico, do motociclismo ao automobilismo, com o desporto
universitário a receber 297 mil euros.Caso
particular é o do badminton, que é a única modalidade, além da rubrica
intitulada “desporto para deficientes” (com 480.378 euros em 2022), a
ser apoiada apenas no programa paralímpico, no último ano com 45.803
euros.