Programa ocupacional açoriano prioriza pessoas com mais de 55 anos ou deficiência
2 de fev. de 2022, 16:12
— Lusa/AO Online
Numa
conferência de imprensa realizada em Ponta Delgada, o secretário da
Juventude, Qualificação Profissional e Emprego do Governo dos Açores,
Duarte Freitas, advogou que a região está “a sair de um momento de crise
económica para um momento onde o mercado começa a dar fortes sinais” de
crescimento.Defendendo que o executivo
açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) pretende centrar o Prosa.Qualifica “naqueles
que efetivamente precisam”, Duarte Freitas revelou que as “pessoas com
mais de 55 anos e portadoras de deficiência serão a prioridade” do
programa.“Para este público que
pretendemos defender, o novo Prosa.Qualifica tem uma duração inicial de
doze meses, com direito a um mês de descanso, prevendo-se a prorrogação
por mais doze meses, havendo ainda a possibilidade de sequencialidade na
mesma entidade”, declarou.O programa vai
ter também maior “flexibilidade nos períodos da candidatura”, que vão
passar a ser “determinados por despacho”, onde vão ser definidos “os
destinatários abrangidos”, o “número de vagas” e os “critérios de
atribuição”.“As pessoas com mais de 55
anos ou que tenham deficiência queremos protegê-las mais. Portanto, em
vez de ficarem um ano apenas e depois irem para outro programa ou
inventa-se outro programa, para esse tipo de público permitimos dois
anos e permitimos a sequencialidade”, destacou.A
todas as outras pessoas, “não é permitida a sequencialidade” na
empresa, nem a “prorrogação por mais um ano” do programa, sendo “mantida
a formação” ao longo do período.“As
pessoas que têm menos de 55 anos e que não tenham fragilidades
evidentes, o que vamos tentar fazer é colocá-las no mercado de trabalho.
Se tiverem fracas competências, podem ter formação para ganhar
competências e irem para o mercado de trabalho”, afirmou.Segundo
as normas em vigor, o Prosa.Qualifica destina-se aos “desempregados com
baixa empregabilidade”, com “idade igual ou superior a 45 anos”, aos
“beneficiários do Rendimento Social de Inserção”, aos “indivíduos com
deficiência”, aos “indivíduos com problemáticas sociais” e a jovens até
aos 30 anos “à procura do primeiro emprego” e que tenham tido
“necessidades educativas especiais”, lê-se na página online do Portal do
Emprego dos Açores.Na mesma página,
informa-se que, atualmente, "os projetos têm a duração inicial de
doze meses, podendo ser prorrogados por mais seis meses".Duarte
Freitas observou que, das 1.700 vagas previstas para 2021, foram
colocadas 800 pessoas naquele programa, “pouco mais da metade”.“Temos
feito um esforço para que o foco dos serviços de emprego da região se
direcione para a colocação de desempregados no mercado de trabalho em
detrimento de programas ocupacionais”, afirmou.O Prosa foi criado em 1997 pelo Governo Regional então liderado pelo socialista Carlos César.O
atual executivo, liderado pelo social-democrata José Manuel Bolieiro,
alterou o programa para Prosa.Qualifica, para reforçar o caráter
formativo do programa.