Programa "Novos Idosos" financiado pelo orçamento dos Açores a partir de outubro

21 de fev. de 2026, 20:45 — Lusa

O executivo açoriano aprovou na quinta-feira, em reunião do Conselho do Governo, a renovação do programa para o ano de 2026, com um investimento de 5,53 milhões de euros do Orçamento da Região.Em comunicado, a secretaria regional da Saúde e Segurança Social explica que até outubro o programa continua a ser financiado pelo PRR, num montante global de 14,6 milhões de euros.A continuidade até dezembro será assegurada pelo Orçamento da Região, num investimento de 5,53 milhões de euros.“Os Açores estão a afirmar-se como referência nacional na promoção do envelhecimento digno e seguro no domicílio. A renovação do programa ‘Novos Idosos’ é um passo decisivo para consolidar esta resposta como política pública estruturada e sustentável”, afirmou a secretária regional da Saúde e Segurança Social dos Açores, Mónica Seidi, citada em comunicado.O programa atribui um apoio mensal até 948 euros para que os idosos possam ter um cuidador, até 40 horas por semana, sendo ainda acompanhados por equipas técnicas, o que permite evitar a sua institucionalização.Mónica Seidi salientou que esta resposta “tem transformado a vida de centenas de idosos açorianos, permitindo-lhes um envelhecimento ativo e saudável no seu lar, com o apoio especializado de que necessitam”.Criado em 2022, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, o “Novos Idosos” já integrou 545 utentes, apoiados por cerca de 526 cuidadores domiciliários e 40 técnicos superiores especializados.Atualmente, o programa abrange 16 dos 19 concelhos dos Açores e disponibiliza 465 vagas, estando preenchidas 404.“Este é um programa que se faz em proximidade, com equipas multidisciplinares altamente qualificadas e com o envolvimento das comunidades. É uma resposta que transforma vidas e reforça a coesão social”, frisou a titular da pasta da Saúde.Segundo uma avaliação externa do programa, realizada pela empresa Aplixar, entre 2022 e 2025, 73,8% dos cuidadores inquiridos reduziram o nível de sobrecarga, 60,3% dos idosos melhoraram funções cognitivas e 57,7% aumentaram a qualidade de vida.Nas respostas aos inquéritos, 82,5% dos idosos inscritos no programa revelaram sentir-se menos tristes, 80,6% menos sozinhos e 41,2% consideraram que sem o programa seria provável estarem institucionalizados.“Os resultados alcançados são inequívocos: melhoria da qualidade de vida, maior autonomia, redução da solidão e da ansiedade, diminuição da sobrecarga dos cuidadores informais e prevenção da institucionalização”, salientou Mónica Seidi.