Programa 'Novos Idosos' alargado a Vila Franca, Lagoa e Horta
3 de mar. de 2023, 16:41
— Lusa
“Assinámos
o despacho de alargamento do programa Novos Idosos aos concelhos de
Vila Franca do Campo, Lagoa e Horta, que se juntam à Praia da Vitória e a
Ponta Delgada”, avançou Artur Lima durante a assinatura do despacho de
abertura da segunda fase do programa, que decorreu no Palácio da
Conceição em Ponta Delgada.O Novos Idosos
pretende apoiar os idosos que se mantenham a habitar em casa (ou seja,
sem residirem num lar), com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência
(PRR), e arrancou como um projeto-piloto em 2022.Para
a nova fase do projeto, que prevê a abertura de 150 vagas (50 por cada
concelho), o Governo Regional realizou acordos com a Santa Casa da
Misericórdia de Vila Franca do Campo, a Santa Casa da Misericórdia de
Santo António da Lagoa e a Santa Casa da Misericórdia da Horta.“Até
2025, prevê-se despender perto de 10 milhões de euros com o programa
Novos Idosos, sendo que está alocado a esta segunda fase do projeto
cerca de cinco milhões de euros”, afirmou o vice-presidente do Governo
dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM).Artur Lima
(CDS-PP) lembrou que a primeira fase do projeto experimental começou nos
concelhos da Praia da Vitória e de Ponta Delgada, estando a decorrer a
“bom ritmo”, com o apoio dos lares Pedro V e Luís Soares de Sousa,
localizados na Terceira e São Miguel, respetivamente.“Neste
momento, já estão integrados no programa 73 idosos, estando em fase de
conclusão os procedimentos relativos à integração de mais 27 idosos”,
detalhou o número dois do executivo açoriano.No
final da cerimónia, aos jornalistas, quando questionado sobre a
possibilidade de o programa abranger todo o arquipélago, Artur Lima
lembrou que se trata de um projeto piloto, cuja avaliação final vai ser
feita pelo Governo Regional, pelas instituições sociais e pela União
Europeia.“Cada idoso tem um plano
individual de cuidados. É um programa muito minucioso. Não é só atribuir
948 euros e os idosos ficam em casa sozinhos. É sujeito a ser auditado e
fiscalizado. Tem de receber bons cuidados e é sujeito às visitas das
equipas locais. É feito com cabeça, troco e membros”, reforçou.Artur
Lima justificou o alargamento do programa a Vila Franca do Campo
e Lagoa, em São Miguel, e Horta, no Faial, por aqueles serem os
concelhos com a menor taxa efetiva de cobertura de respostas de
acolhimento de pessoas idosas.“O critério é equitativo. É justo. É transparente. Chama-se justiça social”, vincou.Artur
Lima criticou ainda o PS, que na quinta-feira alertou que o programa
excluía a maioria da região, acusando os socialistas de um
“comportamento absolutamente inaceitável” e de praticarem uma “política
de desinformação lesiva dos açorianos”.“O
PS devia ter a decência de pedir desculpa aos micaelenses porque
deixaram São Miguel totalmente abandonado na cobertura de resposta
a idosos. A taxa recomendada é de quase 4% de cobertura. São Miguel tem
apenas 2%. É o legado e herança do PS”, afirmou, aludindo à governação
socialista na região (de 1996 a 2020).As candidaturas à nova fase do programa vão abrir a 03 de abril.O
Novos Idosos baseia-se na atribuição de um apoio mensal, não
reembolsável, até ao montante de 948 euros para cada idoso, a que
acresce o auxílio prestado por uma equipa técnica local, que desenvolve
um plano de intervenção para cada utente.