Programa do Governo dos Açores será entregue hoje no parlamento regional
7 de mar. de 2024, 17:14
— Lusa
O documento, que contém
as principais orientações políticas e as medidas a propor para toda a
legislatura, será entregue pelo secretário regional dos Assuntos
Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, às 17:00 (18:00 em Lisboa) e
a sua discussão está prevista para a próxima semana, na cidade da
Horta.O novo Governo de coligação PSD,
CDS-PP e PPM, que tomou posse na segunda-feira, na sequência da vitória
nas eleições regionais antecipadas de 04 de fevereiro, mas sem maioria
absoluta, terá a sua primeira “prova de fogo” no debate e votação do
programa do Governo, que caso seja reprovado com maioria absoluta
implica a demissão do executivo.O PS e o
BE já anunciaram que vão votar contra o documento, ao passo que o IL e o
PAN querem primeiro avaliar o conteúdo do programa, para só depois
tomarem uma posição sobre o assunto.O
Chega, a terceira força política mais votada nos Açores, inicialmente
fazia depender o seu sentido de voto da entrada do partido para o
Governo de coligação, exigência que não veio a concretizar-se, mas agora
admite estabelecer um entendimento com o PSD, o maior partido da
coligação.Durante a tomada de posse, José
Manuel Bolieiro, que já tinha dito na noite das eleições que iria
governar com maioria relativa, fez um apelo à “estabilidade” governativa
e lembrou que os partidos terão de “assumir as suas responsabilidades”,
em caso de derrube do Governo.De acordo
com o Estatuto Político-Administrativo dos Açores, o debate do Programa
do Governo tem de ocorrer até ao 15.º dia após a tomada de posse do
executivo e a discussão em torno do documento “não pode exceder três
dias”.Até ao encerramento do debate,
qualquer grupo parlamentar pode propor a rejeição do programa do
executivo, sendo que a aprovação dessa rejeição com maioria absoluta
“implica a demissão do Governo”.A
coligação PSD/CDS-PP/PPM venceu as eleições regionais e elegeu 26
deputados, menos três do que os 29 necessários para obter maioria
absoluta, enquanto o PS elegeu 23 deputados, o Chega cinco e o BE, o IL e
o PAN um cada.As eleições de 04 de
fevereiro ocorreram após o chumbo, em novembro, das propostas de Plano e
Orçamento da Região para este ano, devido à abstenção do Chega e do PAN
e dos votos contra de PS, IL e BE, situação que levou o Presidente da
República, Marcelo Rebelo de Sousa, a dissolver o parlamento e a
convocar eleições antecipadas.