Programa do Governo dos Açores deverá ser entregue na próxima semana e discutido na seguinte
1 de mar. de 2024, 15:05
— Lusa
“Quer
em debate parlamentar, quer em campanha eleitoral, fui claro nessa
matéria. Sou eu que lidero as conversações e as negociações, no quadro
da governabilidade, e isso não implica diminuir a importância
parlamentar, razão pela qual, aliás, há um membro do Governo que tratará
dos Assuntos Parlamentares, mas as negociações são assumidas na
primeira pessoa por mim enquanto presidente do Governo”, afirmou o
presidente indigitado do executivo açoriano, José Manuel Bolieiro.O
líder do PSD/Açores e da coligação PSD/CDS/PPM, que venceu as eleições
legislativas regionais no dia 04 de fevereiro, sem maioria absoluta, e
foi indigitado como presidente do XIV Governo Regional dos Açores, no
dia 20, falava à saída de uma reunião com o representante da República
para os Açores, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, em que entregou a
composição no novo executivo.Depois de
ter revelado os nomes dos membros do novo executivo, José Manuel
Bolieiro disse aos jornalistas que contava apresentar o Programa do
Governo na semana da tomada de posse, que está agendada para
segunda-feira, e discuti-lo na semana seguinte, já depois das eleições
legislativas nacionais de 10 de março.O
XIV executivo açoriano integra o líder do CDS-PP/Açores, Artur Lima, que
se mantém como vice-presidente, mas também, pela primeira vez, o líder
do PPM/Açores, Paulo Estêvão, que assume as pastas dos Assuntos
Parlamentares e Comunidades.Com 26
deputados eleitos, a coligação precisa de mais três para ter maioria
absoluta no parlamento açoriano, que integra 57 deputados.Na
noite das eleições, o líder do Chega/Açores, José Pacheco, disse que o
partido, que elegeu cinco deputados, só viabilizaria o Programa do
Governo se integrasse o executivo e se CDS-PP e PPM ficassem de fora. Questionado
hoje sobre a aprovação do Programa do Governo, José Manuel Bolieiro
disse ter a convicção de que todos farão “a boa leitura dos resultados
eleitorais”.“Acredito também no bom senso,
incluindo do deputado José Pacheco, líder regional do Chega, da
importância da estabilidade e da governabilidade dos Açores”, avançou.“Eu
confio nesta consideração, neste valor de responsabilidade e, como
sabem e me reconhecem, eu sou capaz de manter um diálogo e desde logo
uma conversação que seja valorizadora da participação e igualmente da
estabilidade da governabilidade dos Açores”, acrescentou.Segundo
o Estatuto Político-Administrativo, o executivo açoriano tem de
entregar à Assembleia Legislativa, “no prazo máximo de 10 dias após a
tomada de posse”, o programa do Governo Regional, que “contém as
principais orientações políticas e medidas a adotar ou a propor no
exercício da atividade governativa”.O
programa “é submetido para apreciação e votação à Assembleia
Legislativa, que reúne obrigatoriamente para o efeito, até ao 15.º dia
após a posse do Governo Regional” e o debate “não pode exceder três
dias”.“Até ao encerramento do debate
qualquer grupo parlamentar pode propor a rejeição do programa do Governo
Regional sob a forma de moção devidamente fundamentada”, é referido.