Programa de incentivo ao investimento nos Açores gerou projetos no valor de 420ME
14 de set. de 2018, 08:28
— Lusa/AO Online
Vasco Cordeiro,
que falava nas Furnas, na ilha de São Miguel, na cerimónia de assinatura
de um memorando entre a Sociedade de Desenvolvimento Empresarial dos
Açores (SDEA) e a MSG City, considerou que o Sistema de Incentivos para a
Competitividade Empresarial (Competir +) constitui um dos elementos
apelativos para a realização de investimento privado na região, a par de
um vantajoso sistema fiscal.Considerando
que nos Açores vive-se um “clima de confiança” cativante para o
investir local e externo, o líder do executivo regional adiantou que o
atual quadro comunitário de apoio regista na região a taxa de execução
“mais elevada do país”, tendo, do montante aprovado no arquipélago, já
sido pago 51% da despesa aprovada.Para
o socialista Vasco Cordeiro, estes dados agora partilhados “atestam o
resultado prático do que deve ser a aliança e parceria entre entidades
públicas e privadas”, tendo salvaguardado que não bastam os incentivos
se não existirem investidores que saibam aproveitar os apoios
disponíveis.“Aquilo
que os números demonstram é que a aliança entre entidades públicas e
empresários, a verdadeira parceria, está em marcha e a produzir
resultados”, declarou o governante.O
representante da MSG City Joaquim Chaves declarou, por seu turno, que o
projeto a implementar nos Açores prevê que, nos próximos dois anos,
sejam instaladas quatro unidades produtivas num investimento de cerca de
12 milhões de euros que irá criar 70 postos de trabalho “altamente
qualificados”.“Estamos
a falar de uma unidade de produção de soluções de mobilidade
sustentável. Aqui, nos Açores, está a nascer uma viatura elétrica para o
uso profissional e turístico que ostentará a marca Azor, bem como os
respetivos postos de carregamento elétricos e sistema de sofware de
gestão”, referiu o responsável.O
projeto contempla também a criação de uma unidade industrial
metalomecânica “altamente sofisticada” que, entre outros produtos, será
responsável pela produção de equipamentos para o espaço público e
semipúblico.Surgirá
ainda uma unidade de engenharia para o projeto e design de equipamentos
e proceder-se-á à instalação da primeira unidade no país de fabricação
aditiva, que permite produzir peças para a indústria aeronáutica,
náutica, máquinas agrícolas e próteses médicas, entre outras.