Programa de apoio ao arrendamento nos Açores prorrogado e majorado
21 de jul. de 2020, 13:43
— Lusa/AO Online
“Das
alterações agora propostas destacam-se a possibilidade de o apoio à
renda passar a contemplar uma terceira candidatura, ou seja, passam a
poder usufruir do apoio durante 15 anos consecutivos, o que vai permitir
que as famílias que se candidataram em 2010 possam usufruir de mais
cinco anos”, adiantou a secretária regional da Solidariedade Social dos
Açores, Andreia Cardoso, numa conferência de imprensa, em Angra do
Heroísmo.Criado em 2010, por um período de
cinco anos, o programa, que comparticipa a renda de famílias que
demonstrem não ter capacidade para assumir esse encargo, já tinha sido
prorrogado por mais cinco em 2015 e volta agora a ser alargado, numa
altura em que 95 famílias estavam em vias de perder esse apoio.“Estamos
a falar num primeiro lote de cerca de 100 famílias, que iam nesta fase,
uma fase complicada para a vida de todos, ver suprimido este apoio,
quando na verdade ainda careciam dele”, frisou a governante.Desde
2010, foram apoiadas 3.762 famílias, num montante global de 20 milhões
de euros, estando atualmente a usufruir deste programa cerca de 1.600
famílias.“Estamos a falar de uma classe
média, classe média baixa, em que um ou dois elementos do agregado
trabalham, normalmente até os dois, mas com filhos, casais jovens [para
os quais], pelo facto de as rendas terem um preço muito considerável na
região, a habitação ainda tem um peso acima do desejável”, salientou
Andreia Cardoso.Além do alargamento do
prazo, a alteração do programa prevê um reforço dos montantes
atribuídos, com o valor limite da comparticipação a passar dos 70% para
os 75% da renda.Será ainda criada uma
majoração complementar nos casos de rendas que, apesar do apoio,
continuam a representar uma taxa de esforço superior a 30% do rendimento
mensal corrigido, em que “são deduzidas do rendimento mensal bruto
percentagens do indexante de apoios sociais, que têm a ver com o número
de filhos”, segundo o diretor regional da Habitação, Orlando Goulart.As
candidaturas são apresentadas de cinco em cinco anos, podendo ser
renovadas anualmente, mas a percentagem de comparticipação é reduzida,
de forma gradual, na segunda e na terceira candidaturas.O novo regulamento prevê um aumento das comparticipações da segunda candidatura, em média de 27,83%."Todas
as famílias que se encontram no bloco entre o 5.º e o 10.º ano vão ver o
seu apoio à renda aumentado. Esse aspeto é importante, porque no fundo
vamos suavizar a curva descendente", realçou Andreia Cardoso.O
programa passará a ter duas fases de candidatura por ano, reduzirá a
burocracia na renovação anual e dará a possibilidade aos beneficiários
de mudarem de casa em qualquer altura.O
valor do apoio é calculado com base nos rendimentos da família, na
composição do agregado familiar, no valor da renda e na localização da
habitação.Os jovens têm uma majoração de
12,5% no apoio, as famílias com portadores de deficiência de 10%, as
famílias monoparentais de 10% e a as famílias residentes nas ilhas de
coesão igualmente de 10%.A proposta de
alteração do programa “Famílias com Futuro” estará em consulta pública
durante um mês, sendo posteriormente aprovada em Conselho de Governo e
publicada.