Profissionais em teletrabalho sentiram que a pandemia afetou mais as suas vidas
Covid-19
30 de jul. de 2020, 11:12
— Lusa/AO Online
"Dados de inquérito aplicado à população
revelam que profissionais em teletrabalho sentiram que a pandemia afetou
mais severamente as suas vidas e sentiram um maior impacto emocional,
comparativamente a profissionais que continuaram a exercer a sua
profissão presencialmente", divulgou hoje o Centro de Estudos Sociais
(CES), em nota de imprensa enviada à agência Lusa.O
estudo, que está integrado numa parceria internacional que envolve mais
de 40 universidades nos cinco continentes (30 países), procura avaliar
os impactos da pandemia de covid-19 ao nível do bem-estar psicológico e
relacional, em indivíduos casados ou numa relação amorosa, comparando as
respostas dos participantes durante a fase de confinamento e durante o
desconfinamento progressivo.Os inquiridos
do género feminino "revelaram sentir maior impacto emocional face à
pandemia", sendo que todos os participantes referem uma diminuição do
impacto da pandemia nas suas vidas após o desconfinamento.Os
resultados preliminares também sugerem "uma redução da satisfação
conjugal" da fase de confinamento para a fase de desconfinamento, sendo o
resultado "mais evidente no caso dos participantes do género feminino",
refere o CES.De acordo com a nota, os
dados sugerem também que "quanto pior for a satisfação conjugal, mais
elevados serão os indicadores de depressão, ansiedade e stress, tendo
este resultado sido mais saliente" na fase de confinamento.A
satisfação dos participantes em relação à habitação também revelou ser
uma variável importante na forma como as pessoas vivem a pandemia,
confirmando as conclusões de um outro estudo da Universidade de Coimbra
em torno dessa área.O estudo, liderado
pela Universidade do Estado do Arizona (Estados Unidos), contou com 556
participantes na fase de confinamento em Portugal e 139 na fase de
desconfinamento.