Professores participam na greve da Função Pública de sexta-feira
15 de mar. de 2023, 10:55
— Lusa/AO Online
A
Federação dos Sindicatos da Função Pública (FSFP) apresentou um
pré-aviso de greve para dia 17 que abrange todos os trabalhadores, ou
seja, os docentes e também o pessoal não docente.“Os
docentes, por maioria de razões, estarão em greve no dia 17”, refere a
Fenprof, explicando que o protesto de sexta-feira será “em defesa das
suas profissões e carreiras e pela valorização da Administração
Pública”, assim como da “Escola Pública, que tão maltratada tem vindo a
ser por políticas levadas a efeito por sucessivos governos, incluindo o
atual”.No dia seguinte à manifestação, no
sábado, os professores e educadores estarão na rua, de novo, na
manifestação dos trabalhadores contra o custo de vida e contra a
desvalorização do seu trabalho. A Fenprof
sublinha que, sobre o pré-aviso de greve para sexta-feira, não foram
pedidos serviços mínimos, no entanto, estão a decorrer serviços mínimos
nas escolas para a paralisação convocada pelo Sindicato de Todos os
Profissionais de Educação (STOP).A greve
do STOP começou a 9 de dezembro e poderá prolongar-se até ao final do
mês, uma vez que foram entregues pré-avisos até 31 de março que abrangem
professores e pessoal não docente.No
início de fevereiro, o tribunal arbitral decretou pela primeira vez
serviços mínimos para as greves do STOP, que têm vindo a ser
sucessivamente prolongados, sendo que mais recentemente passaram a
incluir três horas diárias de atividades letivas. Os
serviços mínimos nas escolas só deixariam de ser exigidos na
sexta-feira, se o STOP revogasse a pré-aviso para 17 de março,
mantendo-se apenas a greve convocada pela Federação dos Sindicatos da
Função Pública, que não levou a tutela a solicitar serviços mínimos.A Lusa tentou contactar o coordenador nacional do STOP, André Pestana, mas não obteve qualquer resposta até ao momento.Em
comunicado, a Fenprof volta a acusar o ministério de “pôr em causa
direitos constitucionais, elementares em democracia”, como é o direito à
greve. Sobre os serviços mínimos
decretados para os dois dias de greves convocados pela plataforma de
nove organizações sindicais – 2 e 3 de março -, a Fenprof recordou hoje
que ainda aguardam a decisão do Tribunal da Relação de Lisboa, para o
qual as organizações recorreram.