Professores marcam greve nacional e concentração na AR para 15 de novembro
3 de nov. de 2017, 14:06
— Lusa/AO Online
"É
importante os professores estarem unidos para fazerem uma tremenda
greve e uma grande concentração junto à Assembleia da República no dia
em que vai estar em discussão o Orçamento da Educação", afirmou o
secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, durante uma conferência de
imprensa, em Lisboa.O
dirigente sindical apelou também à participação dos professores na
manifestação nacional que a CGTP vai realizar no dia 18, em Lisboa.O
principal motivo de protesto dos professores, neste momento, está
relacionado com o descongelamento das carreiras e a contagem do todo o
tempo de serviço, continuando também em cima da mesa reivindicações
relativas aos horários de trabalho e a um regime especial de
aposentação.Mário
Nogueira contestou as declarações que o primeiro-ministro, António
Costa, proferiu na quinta-feira no parlamento, quando referiu que a
progressão dos professores assenta exclusivamente no tempo, enquanto
outras carreiras da administração pública têm uma valoração do mérito.“O
primeiro-ministro revelou uma ignorância completa sobre as carreiras
dos professores”, declarou Mário Nogueira, acrescentando que os docentes
têm avaliação de desempenho, que reconhece ou não o mérito: “A única
diferença, face a outras carreiras, é que a nossa carreira não converte
em pontos os anos”.De
acordo com a Fenprof, os professores estão três a quatro escalões
abaixo do que deveriam estar e estão dispostos a negociar uma reposição
faseada.“O que
é certo é que os professores não negociaram o processo de
descongelamento das suas carreiras, o que é ilegal e gravíssimo, tanto
mais que o governo pretende apagar da carreira dos professores mais de
nove dos últimos 12 anos, precisamente aqueles em que os professores
foram já muito penalizados”, alega a Fenprof num comunicado divulgado na
véspera da conferência de imprensa. A
estrutura sindical tem também convocada uma greve a partir de
segunda-feira, até ao final do primeiro período, para as atividades
letivas “irregularmente ou inadequadamente” inscritas na componente não
letiva dos horários dos professores, tais como apoios escolares e
projetos diversos desenvolvidos com os alunos. Os sindicatos pretendem
que todas as atividades diretamente desenvolvidas com os alunos sejam
consideradas na componente letiva do horário docente.Mário Nogueira admitiu hoje que esta greve pode ser prolongada pelo segundo período letivo.